Cidades
Ju�za mant�m em liberdade pitboy acusado de espancamento
BLEINE OLIVEIRA O estudante Thiago Lira, 21, já pode circular com tranqüilidade. Graças a uma decisão da juíza Ana Rachel, da 2ª Vara Criminal, Thiago teve sua prisão preventiva revogada, ou seja, vai responder em liberdade ao processo em que é acusado de espancar e quebrar um copo no rosto do universitário Felipe Monteiro de Vasconcelos, 20. O episódio, mais um na longa lista de casos de violência em Maceió, aconteceu em janeiro passado, numa boate localizada no Stella Maris, na Jatiúca. ?Não havia motivo para a prisão de meu cliente?, disse o advogado Welton Roberto, contratado pela família de Thiago Lira. Além de comemorar a decisão da juíza Ana Rachel, o advogado fez críticas ao delegado do 2º Distrito Policial, Dalmo Lima Lopes, que presidiu o inquérito sobre a agressão. Segundo Welton Roberto, o delegado sabia que não havia elementos legais para justificar a prisão preventiva (medida decretada pela Justiça por conveniência da instrução criminal). O advogado vai mais longe e acusa Dalmo Lima Lopes de ter agido por pressão da família de Felipe Vasconcelos, conhecidos empresários do ramo hoteleiro. ?O delegado induziu o juiz a cometer erro?, declara Welton Roberto. Ele diz que o titular do 2º DP não adotou a mesma medida contra Felipe Lessa, sobrinho do governador do Estado, Ronaldo Lessa, acusado de agredir o universitário Leonard Soares Brandão Sá, 23, nas imediações do bar Mai Kai, no Stella Maris, também no mês passado. Leonard é filho do promotor de Justiça Cláudio José Brandão Sá. Ao anunciar a revogação da prisão preventiva de Thiago Lira, cuja solicitação recebeu parecer favorável do Ministério Público, Welton Roberto refutou as acusações contra seu cliente. ?Na verdade, o Thiago reagiu a uma agressão? ? afirma o advogado, acrescentando que Felipe Vasconcelos, que em sua versão teria iniciado o episódio de violência, é praticante de caratê (tipo de luta marcial). Para Welton Roberto outro indicativo de que Dalmo Lopes foi pressionado é o fato de que ?até agora o inquérito não diz se a agressão foi de natureza leve ou grave?. O advogado garante que seu cliente vai acompanhar o andamento do processo e atender a todas as convocações da Justiça. Ele nega que Thiago Lira tenha, como foi divulgado, qualquer envolvimento com o grupo de lutadores de JiuJitsu que, em julho do ano passado, espancou o estudante Klébson Almeida, durante show na boate Uau, em Jaraguá, que, em decorrência de episódios de violência fechou suas portas. Família e delegado Já a família do estudante Felipe Vasconcelos não quis comentar a decisão da juíza Ana Rachel. O pai do estudante agredido, empresário Hélio Vasconcelos, disse que seus familiares ainda se ressentem do episódio que resultou num profundo corte no rosto de Felipe, conseqüência do copo jogado por Thiago Lira. A Gazeta não conseguiu localizar o delegado Dalmo Lima Lopes, ontem, para que ele se posicionasse sobre as declarações do advogado Welton Roberto. O telefone celular esteve fora de área ou desligado até por volta das 18h40. Na Delegacia do 2º Distrito Policial, o agente Jackson informou que desde a última segunda-feira, 21, Dalmo Lopes não responde mais por aquela distrital. ?Houve um rodízio entre os delegados e o dr. Dalmo está agora na Delegacia de Crimes Ambientais? ? informou o agente. Seu substituto é o delegado José de Oliveira Barbosa.