Cidades
SEE n�o fecha n�mero de matr�culas
FÁBIA ASSUMPÇÃO FERNANDO VINÍCIUS Por causa desse descompasso no calendário das escolas, a Secretaria Executiva de Educação (SEE) ainda não fechou o número de matrículas efetuadas este ano. Esse levantamento só ficará pronto quando todas as escolas tiverem iniciado o ano letivo. Para buscar a unificação do calendário, a Secretaria de Educação está adotando, entre outras medidas, a realização de um concurso público, com oferta de sete mil vagas para pessoal administrativo e professores. A maior parte das contratações será de professores, principalmente da área de Exatas. O secretário de Educação, Maurício Quintella, já admitiu que, mesmo com o concurso, algumas vagas de professores continuarão sendo preenchidas por monitores, já que não existe número suficiente de profissionais formados pela universidade, principalmente para a área de Exatas. O edital do concurso deve ser publicado até março e as provas aplicadas em abril. A SEE vai promover concurso interno para ampliação da carga horária dos professores da rede, de 20 para 25 horas semanais. As escolas da rede estadual de ensino situadas na região do Baixo São Francisco começam o ano letivo de 2005 em datas diferentes, por causa de reformas nos prédios ou atraso na conclusão das aulas devido à falta de professores de Matemática, Física e Química. As 29 escolas da 9ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) espalhadas pelos município de Penedo, Piaçabuçu, Igreja Nova, Feliz Deserto, Porto Real do Colégio, São Brás e Olho D?Água Grande estão com calendário letivo diferenciado e algumas ainda estão encerrando 2004, porque houve demora para a contratação de monitores. A Escola Comendador José da Silva Peixoto, a maior da rede pública em Penedo, ficou sem professores da área de Ciências Exatas durante o 1º semestre do ano passado, terminando o ano letivo em fevereiro. Ainda assim, 13 alunos concluintes do ensino médio foram aprovados em vestibulares, sendo nove em faculdades particulares e quatro em cursos da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) por meio do Processo Seletivo Seriado (PSS). Sem cadeiras Já os alunos da Escola Alcides Andrade ainda estão repondo aulas de 2004 porque o início do ano letivo foi adiado devido à demora no término das reformas, iniciadas em outubro de 2003 e concluídas em janeiro do ano passado. Apesar das melhorias na estrutura do prédio, não havia carteiras suficientes para todos os alunos. A solução temporária foi um revezamento de salas por série, sendo um dia de aula alternado para cada turma matriculada em 2004, até que todas as carteiras fossem entregues. O ano letivo na Alcides Andrade ainda não terminou e o início do calendário escolar para 2005 está previsto para o dia 21 de março, mesma data para a Escola Correia Titara, de Piaçabuçu, que também passou por reformas em 2004. Em Penedo, a Escola Jácome Calheiros, no bairro Barro Vermelho, periferia da cidade, está desativada há mais de dois anos e precisa de reformas em sua estrutura.