Cidades
Educa��o s� ter� calend�rio �nico em 2006
FÁBIA ASSUMPÇÃO Já com o calendário do ano letivo de 2005 comprometido, como a GAZETA apurou na terça-feira ? apenas 200 das 400 escolas da rede estadual voltaram às aulas, de acordo com balanço da própria Secretaria Executiva de Educação (SEE) ? o governo trabalha agora para que no próximo ano o calendário das escolas estaduais esteja unificado. A assessoria de Comunicação da SEE assegura que até a última segunda-feira, 70% das escolas da rede teriam iniciado o ano letivo de 2005, sendo que 109 estão concentradas em Maceió e 291 espalhadas no interior. Algumas escolas já haviam iniciado o ano letivo no dia 14, mas outras só deverão reiniciar as aulas no período de 28 de fevereiro a 7 de março. Reformas A assessoria da SEE acrescentou que o atraso no calendário das escolas foi provocado por reformas em algumas unidades de ensino, falta de professores para as disciplinas na área de Exatas e, principalmente, por causa da greve dos professores, no ano passado, que durou mais de um mês. A secretaria não acredita na possibilidade de greve dos professores este ano. A negociação salarial entre a categoria e o governo está em fase avançada e deve ser concluída até a próxima semana. Reunião na sexta O Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal) informou que havia uma audiência marcada com o governo do Estado para segunda-feira, mas a reunião teve que ser adiada para a próxima sexta-feira, dia 25. Mas a proposta do sindicato é que o calendário seja cumprido à risca, com no mínimo 200 dias de aulas, perfazendo um total de 800 horas. ?Não concordamos com a idéia de abreviar o ano letivo. Esta é a solução mais proposta pelo governo. Fazendo isto, estamos validando a retirada dos direitos dos alunos?, afirma Girleny Lázaro, presidente do Sinteal. Avaliação Algumas escolas também adiaram o início das aulas porque participam de uma Jornada Pedagógica, para aplicação de um novo processo de avaliação dos alunos. A Secretaria de Educação, por meio de sua assessoria, garante, no entanto, que isso não significa prejuízos ao processo de aprendizagem dos alunos, porque todas as escolas o que determina a Lei de Diretrizes e Bases de Educação (LDB) que estabelece a obrigatoriedade do cumprimento de 200 horas/aula. Mas a escola tem liberdade para estabelecer como vai cumprir essa carga, inclusive com aulas aos sábados.