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IPM quer preventiva para 4 PMs no caso Tony

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MÁRIO LIMA O juiz auditor militar James Magalhães recebe hoje de manhã o pedido de prisão preventiva dos quatro policiais militares acusados no assassinato do comerciário Tony Herbert Roberto da Silva, 24 anos, ocorrido em 21 de novembro de 2004. O pedido de prisão será encaminhado pessoalmente pelo presidente do Inquérito Policial Militar (IPM), major Eduardo Apolo Lucena. De acordo com o major Lucena, o principal acusado de ser o autor dos dois tiros que atingiram Tony ? um, fatal, na nuca, e outro em um dos dedos da mão ? o cabo PM Jailton Firmino, está em uma cela isolada do quartel da Polícia Militar no Trapiche da Barra, e permanece incomunicável. Lucena contestou a informação divulgada na GAZETA de ontem, de que os assassinos Tony teriam sido o cabo Firmino e os três policiais lotados no Batalhão Radiopatrulha (BPRP), os soldados Abdi Ferreira Félix, José Ronaldo dos Santos e Marcelo Carlson Lima de Oliveira. ?Eu disse que não há mais dúvidas de que quem matou Tony foi o cabo Firmino, e ponto!? ? afirmou, exaltado. O oficial também rechaçou que estaria ?protegendo? os policiais militares que ficaram com Tony na noite do crime, e negou que a vítima tenha sido torturada. ?O laudo do Instituto Médico Legal só aponta que houve dois tiros, um na cabeça e outro no dedo, mas nada que indique sinais de tortura. Para que haja tortura é preciso provas?, disse. A GAZETA apurou, e os próprios policiais acusados, que estiveram presentes na reconstituição do crime, confirmaram à polícia que Tony foi espancado ainda na viatura, com uma seqüência de pancadas na cabeça. Os três soldados PM acusados, Abdi, José Ronaldo e Marcelo, estão presos no próprio batalhão onde trabalham, o Grupamento de Radiopatrulha, no Farol, aguardando decisão dos dois inquéritos ? o IPM e o inquérito policial, presidido pelo delegado Carlos Alberto Reis. A polícia espera, ainda esta semana, fazer a exumação dos restos mortais de Tony, para tirar dúvidas quanto à duplicidade de versões entre o laudo do IML e o do Instituto de Criminalística.

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