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NE tem 1,3 milh�o de crian�as no trabalho

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CARLA SERQUEIRA O trabalho infantil continua sendo uma das maiores chagas sociais do Brasil, conforme relatório do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado ontem. Em 2003, de acordo com os dados, pelo menos 5,1 milhões de crianças e adolescentes com idade entre 5 e 17 anos estavam trabalhando no País. Com idades entre 5 e 13 anos, havia 1,3 milhão de crianças ocupadas, uma população que corresponde ao número de habitantes residentes no Estado de Tocantins. No Nordeste, no mesmo ano, 700 mil crianças de 5 a 13 anos eram responsáveis por algum tipo de atividade. Em Alagoas Em Alagoas, 80.595 famílias têm crianças e adolescentes de 5 a 17 anos trabalhando. Os adolescentes de 15 a 17 anos somam, no Estado, 195.962. Deste total, 53,5% só estudam, 25% trabalham e estudam, 8% só trabalham e uma média de 10% resume suas tarefas a atividades domésticas. Já os jovens entre as idades de 18 a 24 anos totalizam 111.252. Cerca de 30% deles só estudam, mas 22,2% largaram a escola para trabalhar. Os que trabalham e estudam somam o percentual de 23,9%. /// Famílias sobrevivem com meio salário mínimo A pesquisa divulgada pelo IBGE demonstra, também, uma situação preocupante quando as análises dissecam a realidade alagoana em torno do rendimento familiar. O Estado tem 507.794 famílias com crianças de zero a 14 anos. Deste total, o universo de famílias que vivem com apenas meio salário mínimo per capita chega a 66,5%. Com rendimento entre meio e um salário mínimo, o percentual é de 18,7%. Apenas 1,4% deste total de famílias alagoanas vive com mais de 5 salários. Economia A população economicamente ativa (PEA), em Alagoas, é de 1.227.524 pessoas, sendo 746.777 do sexo masculino e 480.747 do sexo feminino. As pessoas ocupadas com algum tipo de atividade, formal ou informal, contabilizam 1.133.203, sendo que apenas 40,4% são empregados, 24,4% são trabalhadores autônomos e 16,1% não recebem nenhum tipo de remuneração. Os números da contribuição para a previdência social revelam o problema que o trabalho informal representa para o País. Apenas 31% dos trabalhadores alagoanos contribuem para a Previdência Social e 68,3% não contribuem. Do total da população ocupada no Estado, 460.141 pessoas recebem até meio salário mínimo e 97.063 recebem mais de dois salários. As atividades desempenhadas por estas pessoas variam. A área que mais emprega é a agrícola, que aglomera 41,2% das pessoas. A área de serviços corresponde a 28,8%. Em terceiro lugar vem o comércio, com 16%. O setor industrial, 6,3%, construção, 3,8% e outras atividades, também 3,8%.

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