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Bolsa-Fam�lia provoca confus�o em escola

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REGINA CARVALHO A demora de funcionários da Secretaria Municipal de Assistência Social para iniciar o trabalho de cadastramento e recadastramento no programa federal Bolsa-Família, na manhã de ontem, provocou a revolta de pessoas que aguardavam na fila da Escola Municipal Antídio Vieira, no bairro do Trapiche. O cadastramento estava previsto para ter início às 8 horas, mas só começou às 9h30. Para conter a revolta das famílias e tentar organizar a fila de acesso ao prédio escolar, doze guardas municipais foram acionados pela direção da escola. Segundo a vice-diretora do estabelecimento, Aline de Carvalho, o cadastramento continua hoje, às 8h. ?Desde que o atendimento foi finalizado, no início da tarde, muitas pessoas que não foram atendidas já estão aguardando fora da escola?, destacou a vice-diretora. Desde a última quarta-feira, pessoas que não conseguiram cadastrar a família aguardavam na fila, como era o caso de Edjane Oliveira Silva. ?É revoltante ficar aguardando nessa fila há tanto tempo?, disse a desempregada. A Secretaria de Assistência Social distribuiu cem fichas ontem e mais cem serão entregues hoje. Cerca de 38 mil famílias de Maceió são beneficiadas com o Bolsa-Família. De acordo com a secretária municipal de Assistência Social, Ivone Torres, a secretaria pretende cadastrar mais 10 mil famílias no programa do governo federal. De 28 de fevereiro a 2 de março, funcionários da Secretaria de Assistência Social estarão cadastrando famílias na Escola Municipal Nosso Lar, no Benedito Bentes II. ?Queremos cadastrar pessoas que realmente precisam dessa ajuda e estão na linha da pobreza?, afirmou a secretária. Revolta Famílias que aguardavam ser atendidas durantevárias horas acusam que outras ?furaram a fila? com a permissão de guardas municipais. ?A gente chegou de noite e não conseguiu entrar; enquanto isso algumas pessoas que chegaram depois conseguiram?, denunciou Maria Quitéria de Oliveira. No início da manhã, três guardas municipais tentavam organizar a fila de acesso à Escola Antídio Vieira. Com o atraso dos funcionários da secretaria para iniciar o cadastramento, aumentou a revolta das famílias, que já aguardavam impacientes na fila. ?Foi a maior confusão. O pessoal não conseguiu se controlar. Quando todas as fichas foram distribuídas e muita gente continuava sem ser atendida, a revolta aumentou?, disse a dona-de-casa Maria Quitéria, que tenta pela primeira vez se cadastrar no programa e chegou à escola às 8h de ontem. A secretária Ivone Torres informou que o trabalho de cadastramento continuará. ?Temos muitas pessoas que precisam e deveriam receber ajuda do governo, por intermédio desse programa?, concluiu. /// ?Vi entrar muita gente que não estava na fila? ?Se não houver polícia amanhã [hoje] aqui, na hora da entrega das fichas vai ter briga, porque o pessoal está muito revoltado. Todo mundo precisa de ajuda?, reclamou a dona-de-casa Maria do Socorro Alves dos Santos, que aguardava na fila para ser atendida. O sentimento de revolta era compartilhado por todos que não foram atendidos até a tarde de ontem na Escola Municipal Antídio Vieira, no Trapiche. Maria do Carmo dos Santos, de 64 anos, chegou à escola às 4 horas de ontem, mesmo assim não conseguiu ser atendida. ?Sou doente, já tive derrame e minhas pernas estão inchadas de tanto esperar. Mas continuarei aqui. Dizem que vão distribuir mais cem fichas, mas aqui já tem duzentas pessoas. Como vai ser??, indagou. Edjane Oliveira Silva aguardava na fila desde às 16 horas de quarta-feira, não conseguiu ser atendida e vai esperar a entrega das fichas hoje. ?Vi entrar gente que não estava na fila há tanto tempo como eu?, disse. Para conter um possível tumulto na manhã de hoje, quando recomeça a entrega de fichas para o cadastramento e recadastramento no Programa Bolsa-Família, seis guardas municipais foram acionados pela Secretaria de Assistência Social e ficarão na escola durante toda a noite. ?Vou continuar aqui e tentar me cadastrar no programa, pois preciso muito?, afirmou Maria Quitéria. (RC)

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