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Arlindo Chagas, o Midas da publicidade alagoana

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MÁRIO LIMA Um toque de rei Midas. Assim era o publicitário alagoano Arlindo Chagas Filho, que morreu aos 73 anos na última quarta-feira, quando saboreava uma macarronada no Shopping Iguatemi, seu local predileto para almoço com amigos e clientes, ?o senadinho?, como chamava a sua turma no restaurante Bom Grillê. Levado às pressas para a Santa Casa, faleceu antes de chegar ao hospital. Vendedor nato, tinha poder de convencer as pessoas, tudo em que pegava transformava em ?ouro?. E foi assim durante os 30 anos de sua carreira publicitária e empreendedora. Como atesta sua mulher, Irene Bonan Chagas. ?Desde quando a gente morava em São Paulo, Arlindo era vencedor. Foi o campeão de vendas entre os mais de 3.000 contratados para vender as cotas do Iguatemi, então o primeiro grande shopping brasileiro?. Arlindo Chagas era coordenador dos Projetos Especiais da GAZETA DE ALAGOAS e, com sua mulher, foi responsável pela série de encartes ?Seu Bairro?, um produto com boa aceitação entre os leitores. De acordo com Irene, Arlindo preparava outro projeto para a GAZETA, cadernos com os municípios, focado principalmente nas ações dos atuais prefeitos em áreas como cultura, urbanismo, lazer e esportes. ?Se parasse ele morria, vivia sempre na ativa, em 42 anos de casamento sempre almoçou fora, com clientes e amigos. Era nos restaurantes que costumava fechar seus negócios?, revela Irene. Nos últimos anos, Arlindo conviveu com sérios problemas de saúde, com comprometimento cardiovascular, uma válvula no coração e um marca-passo. Amigos Arlindo foi diretor-geral da Rádio Difusora, conselheiro e um apaixonado pelo Centro Sportivo Alagoano, tinha amigos do quilate de Arnon de Mello e Teotônio Vilela. Como publicitário trabalhou para todos os jornais de Alagoas. Outro amigo, mais contemporâneo, o jornalista José Elias, chegou a escrever ? há dois anos - um artigo anunciando a morte de Arlindo Chagas, ?com o coração partido?, mas ainda não era o dia. ?Ele deu um drible na morte, levantou-se, como Lázaro da Bíblia, e voltou à vida normal?, escreveu José Elias, logo após a notícia ? verdadeira ? da morte de Arlindo. Outro amigo, o empresário João Tenório, conhecia Arlindo Chagas há mais de 25 anos e destacou a generosidade do publicitário. ?Arlindo era um ativista da solidariedade. Durante mais de duas décadas de amizade ele nunca deixou de estar preocupado com a superação das dificuldades de outras pessoas, de instituições? Tenório destacou que em nenhuma dessas gestões Arlindo solicitou algo para si e que ?era incansável?: quando abraçava uma causa, sempre de fundo humanista, não desistia nem recuava. João Tenório ressaltou também o permanente bom humor de Chagas Filho, ?até com relação à própria saúde, Arlindo não perdia a chance de uma piada, de uma tirada espirituosa?. A missa do sétimo dia pela morte de Arlindo será realizada na próxima terça-feira, às 19 horas, na Igreja de São Pedro, na Ponta Verde.

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