Cidades
Cruz Vermelha mant�m filial de Alagoas
REGINA CARVALHO Apesar das dificuldades, da falta de recursos e da precária estrutura do prédio onde está instalada, no bairro de Mangabeiras, a Cruz Vermelha em Alagoas continua funcionando, segundo garantiu, ontem, o conselheiro nacional da instituição no Estado, Hudson Rui Canuto Lima. ?A Cruz Vermelha não fechou, mas passa por dificuldades que vamos superar com a captação de parcerias?, afirma Hudson. ?Durante meses oferecemos nossa estrutura física para 120 crianças da Vila Emater, no Lixão, assistidas pelo Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti). No entanto, nunca recebemos nenhum tipo de apoio, nem recursos do governo para isso?, disse ele. Sem estrutura Sem estrutura para manter a assistência às crianças na Cruz Vermelha, o conselheiro diz que a saída foi encaminhá-las de volta ao Peti, que funciona no antigo Colégio Crispiniano Portal, no Poço. ?Lá, eles têm mais estrutura para receber as crianças?, afirmou, ressaltando que ?enquanto estiveram na Cruz Vermelha os meninos receberam reforço escolar, participaram de aulas de dança e futebol, além de alimentação e o carinho de nossos funcionários. Mas não podíamos continuar mantendo isso tudo sem ajuda do governo?. Na Secretaria Municipal de Assistência Social (Semcas) a informação é de que as crianças da Vila Emater continuam sendo assistidas, na própria sede do programa, no Poço. ?Elas continuam tendo toda a assistência do programa, inclusive educacional?, disse uma funcionária, que não quis se identificar. Doações O conselheiro Hudson Rui explicou que a Cruz Vermelha sobrevive de doações, dos trabalhos da gráfica, do aluguel de lojas construídas na área da instituição, em Mangabeiras, e da fábrica de cerâmica, que funciona, segundo ele, de forma precária. ?A gente trabalha com assistencialismo, ajudando a quem precisa, a exemplo de crianças e adolescentes carentes?, ressalta Hudson Rui, citando o apoio às vítimas do tsunami, que atingiu a Ásia. ?Estamos aqui para ser solidários?, afirma. Em Maceió, diz ele, ?a Cruz Vermelha conta com oito funcionários, todos recebendo em dia seus salários, apesar das dificuldades que enfrentamos?. Atuando na capital alagoana há 53 anos, a Cruz Vermelha ajuda entidades e programas sociais, a exemplo das crianças do Peti.