Cidades
Enfermeiros querem Conselho transparente
FÁTIMA ALMEIDA Enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem, além de estudantes da área vão pedir a intervenção do Ministério Público (MP) e do poder político para moralizar e democratizar as eleições e as gestões do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) e Conselhos Regionais de Enfermagem (Corens). Eles se reuniram ontem, no auditório da Casa da Indústria, em Maceió, cumprindo uma agenda nacional de mobilização para discutir estratégias que garantam transparência ao processo eleitoral e evitem que as entidades continuem sendo dirigidas por gestões fraudulentas e sem compromisso coletivo. Em 28 de janeiro deste ano, a Polícia Federal (PF) executou 19 mandatos de prisão, busca e apreensão decretados pela Justiça, finalizando um processo investigativo iniciado em 1997, a partir de denúncias de sindicatos e federações dessa categoria. Entre as pessoas presas pela chamada ?Operação Predador?, estava o presidente do Conselho Federal de Enfermagem, Gilberto Linhares, sua esposa e conselheiros regionais. ?Precisamos do envolvimento das entidades de classe nessa mobilização pela moralização da categoria, que o MP apure os processos eleitorais e que os Tribunais de Contas sejam rigorosos na avaliação das prestações de contas. Os conselhos lidam com muito dinheiro e não há transparência?, afirma a presidente da Federação Nacional dos Enfermeiros, Fidelarina Teixeira do Carmo, que presidiu a reunião de ontem, em Maceió. Segundo ela, esse grupo liderado por Gilberto Linhares está no poder desde 1990 e ?tem cometido absurdos?, que vem sendo denunciado pela categoria.