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Nº 5587
Cidades Único alagoano na fila de espera do doação, José Higino da Silva sofre de insuficiência cardíaca há 9 anos

PACIENTE NA FILA POR TRANSPLANTE DE CORAÇÃO EM AL É TRANSFERIDO

José Higino da Silva foi transferido para São Paulo em avião da Força Aérea Brasileira

Por THIAGO GOMES e PRISCILLA NASCIMENTO* | Edição do dia 24/08/2023 - Matéria atualizada em 24/08/2023 às 04h00

O único paciente da fila de espera de Alagoas para realizar transplante de coração foi transferido para São Paulo, nesta quarta-feira (23), em avião da Força Aérea Brasileira (FAB), e ficará internado no Hospital Albert Einstein, aguardando a realização do procedimento cirúrgico.

José Higino da Silva, de 40 anos, que sofre há nove anos de insuficiência cardíaca com fração de ejeção, teve a situação clínica agravada em janeiro deste ano e, desde então, já esteve internado seis vezes no Hospital Metropolitano de Alagoas (HMA), em Maceió, onde vinha recebendo toda a assistência necessária da equipe multidisciplinar.

O paciente encontra-se altamente debilitado, devido à gravidade do quadro clínico, não conseguindo sequer dar alguns passos. Diante da situação, a Central de Transplantes de Alagoas acionou o Sistema Nacional de Transplantes (SNT) e ele passou a integrar a fila de prioridades.

A coordenadora da Central de Transplantes de Alagoas, Daniela Ramos, agradeceu o apoio da coordenadora do NIR do HMA, enfermeira Ane Meirele Ramos. “Atualmente só contamos com o senhor José Higino da Silva em nossa fila estadual para transplante de coração. Felizmente, ele conseguiu entrar na fila de prioridades, devido à gravidade do seu quadro clínico.”

Já o secretário de Estado da Saúde, Gustavo Pontes de Miranda, destacou o trabalho integrado realizado pelos técnicos da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) para viabilizar o translado de José Higino da Silva.

“Desde a última terça-feira [22], quando fui informado que o paciente iria entrar na fila de prioridades para o transplante e precisaria migrar para a capital paulista, que os profissionais da Central de Transplantes, da Central Estadual de Regulação, do Metropolitano e do Samu têm trabalho de forma integrada e sincronizada para que o processo ocorrer satisfatoriamente. Aos nossos servidores, os nossos parabéns e a José Higino os votos de êxito na realização do transplante”, enfatizou.

TEMPO DE ESPERA

O tempo de espera por um transplante de coração em Alagoas pode chegar a 18 meses, sendo cada segundo crucial e angustiante para a sobrevida do paciente. Aqui, uma pessoa está, desde março deste ano, aguardando pela possibilidade de receber este órgão.

No estado, segundo dados informados pela Central de Transplantes, há 508 pessoas na fila à espera de um órgão ou tecido. São 456 aguardando por um transplante de córnea, 45 por um de rim, seis por um de fígado e um por coração. Este ano, até julho, foram realizados 48 transplantes, sendo 42 de córneas, quatro de fígado e dois de rins.

Até há pouco mais de três meses, havia outro paciente alagoano na expectativa por um transplante de coração, mas ele morreu sem que o maior desejo de sua vida fosse realizado. O último procedimento cirúrgico para recebimento deste órgão no Estado aconteceu no ano passado, considerado bem sucedido.

A coordenadora da Central de Transplantes de Alagoas, Daniela Ramos, explicou que o tempo de espera por um coração aqui varia entre 2 e 18 meses. Em entrevista ao Jornal da MIX, na Rádio MIX 98,3 FM Maceió, na manhã desta quarta-feira (23), ela garantiu que a fila pela vida local e nacional possui dados claros, que são fiscalizados pelo Sistema Nacional de Transplantes.

“A fila precisa ser respeitada e transparente. Quando se tem uma doação autorizada no Estado, o sistema já aponta para o possível doador, Se não tiver, o órgão é disponibilizado para outras localidades e isso depende dos critérios de funcionalidade”, destacou.

Esta semana, foi divulgada a situação clínica do apresentador Fausto Silva. Ele foi incluído na lista de transplantes de coração após ter o quadro de insuficiência cardíaca agravado. A repercussão reacendeu o alerta para a importância da doação de órgãos no Brasil.

* Sob supervisão da editoria de Cidades.

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