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ONG denuncia falta do coquetel antiaids e de camisinhas em AL

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REGINA CARVALHO Com a falta de medicamentos para fabricação do coquetel antiaids no Laboratório Industrial Farmacêutico de Alagoas (Lifal), entidades de apoio a portadores do vírus HIV em Alagoas estão em alerta com a possibilidade de escassez dos remédios no País, principalmente depois que o Ministério da Saúde (MS) admitiu que está importando remédios da Argentina e EUA. Mais de 1.600 soropositivos no Estado dependem dos remédios para o tratamento da doença, distribuídos, por meio de um cadastro onde constam os nomes dos portadores do vírus HIV, no Hospital de Doenças Tropicais (HDT); no Hospital Universitário (HU) e no PAM Salgadinho. ?Além de conviver com o preconceito e todos os problemas que a doença traz, o soropositivo ainda pode ser prejudicado, caso falte o coquetel?, acrescentou Igor Nascimento, coordenador de Medicamentos e Preservativos do Fórum de ONGs-Aids. Segundo Igor Nascimento, a entidade teve a informação de que no Recife (PE) está faltando o antiretroviral. ?Mesmo que hoje não esteja faltando o coquetel em Alagoas, não significa que um dia não vai faltar; temos que ficar atentos desde já. O Brasil, que é referência na fabricação desses medicamentos, está passando por esse problema. Como vai ser?? ? ressaltou Igor Nascimento. Sem preservativos O coordenador da ONG informou que além da falta de medicamentos de combate à Aids, a entidade está preocupada com a falta de preservativos nos postos de saúde de Maceió. ?Em todo o Estado está faltando preservativo. Como vai existir prevenção dessa forma?? ? acrescentou. Igor Nascimento destacou a importância da fabricação do coquetel em Alagoas como referência para o País. ?A falta de medicamentos antiaids está atingindo grandes cidades e pode chegar a Maceió, por isso estamos cobrando a imediata regularização da fabricação do coquetel pelo Lifal. Não queremos que se crie um estado de pânico, diminuindo o tempo de vida de pessoas soropositivas?, ressaltou o coordenador da ONG.

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