Cidades
Entidades querem mais verba para recuperar complexo lagunar em AL
CARLA SERQUEIRA Há quatro meses, a Secretaria Executiva de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Naturais (Semarhn) coordena o Grupo de Trabalho Técnico (GTT), formado por três empresas de outros estados, que estuda os impactos ambientais no Complexo Lagunar Mundaú-Manguaba. Fiscalizado pela Agência Nacional de Águas (ANA), o GTT recebeu R$ 1 milhão em verbas federais para desenvolver diagnósticos e priorizar projetos a serem desenvolvidos na região. De acordo com a presidente do Instituto do Meio Ambiente (IMA), Sandra Menezes, o saneamento básico e o reflorestamento da mata ciliar têm que ser prioridade na seleção dos projetos. ?Os rios que desembocam nas lagoas Mundaú e Manguaba cortam várias cidades. Estas, em sua maioria, lançam esgotos nos rios, o que prejudica o ecossistema das lagoas?, denunciou Sandra Menezes. O secretário estadual de Meio Ambiente, Ronaldo Lopes, informou que o Grupo de Trabalho Técnico tem mais seis meses para finalizar os trabalhos. ?Concluímos a etapa do diagnóstico. O maior problema detectado foi a falta de saneamento básico na região do Dique Estrada, onde há uma grande concentração de favelas?, afirmou o secretário. Segundo ele, o lançamento de efluentes sanitários das indústrias, a exploração indiscriminada dos recursos hídricos, além de práticas inadequadas de pesca e da deficiência na coleta de lixo também são problemas freqüentes e preocupantes. Segundo Ronaldo Lopes, o valor investido, de R$ 1 milhão, não contempla construção de obras no Complexo Lagunar. ?Após a conclusão dos estudos, vamos pleitear verbas estaduais e federais para a concretização dos projetos. A verba de R$ 1 milhão é prevista apenas para a realização dos estudos?, explicou Ronaldo Lopes. A terceira reunião do GTT está marcada para amanhã, no auditório da Federação das Indústrias, das 8h30 às 17h, e vai contar com a presença do superintendente da ANA, João Latufo, que fiscaliza os estudos. Segundo um técnico da Semarhn, Eduardo Normande, a reunião vai servir para hierarquizar os projetos a serem submetidos à captação de recursos do governo federal e do Banco Mundial.