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Secret�rios abrem “guerra” na gest�o da Sa�de

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FÁBIA ASSUMPÇÃO ?Isso não é uma briga, é apenas uma resposta ao que foi colocado pelo secretário municipal de Saúde, pois toda ação implica numa reação?. A afirmação é da ex-secretária municipal de Saúde, Jacy Quintella, que rebateu ontem as críticas feitas à sua gestão pelo atual secretário, João Macário, de que teria encontrado a Saúde do município ?completamente sucateada? e com saldo zero na conta bancária. ?As declarações feitas pelo secretário me assustaram, uma vez que fomos uma das poucas secretarias a fazer uma transição tranqüila e transparente?, comentou a ex-secretária. Atual coordenadora de Gestões Estratégicas de Políticas para a Saúde no Estado, Jacy afirmou que as declarações feitas pelo secretário Macário não vão interferir nas relações entre as secretarias Estadual e Municipal de Saúde. Ataque Só que, além de reagir contra as declarações feitas pelo secretário, Jacy também partiu para o ataque: afirmou que as posições de Macário têm ?conotação política?. Ela insinuou que Macário estaria mais subordinado ao deputado José Thomaz Nonô (que o indicou para o cargo) do que ao próprio prefeito Cícero Almeida. ?Ele [Macário] disse em entrevista na TV que prepara relatórios para enviar ao deputado Thomaz Nonô, quando ele deve explicações ao prefeito ou ao Ministério da Saúde?. Pressão ?Acho que ele [Macário] deve estar sob pressão. Um secretário que tem sua autoridade desconhecida pelo próprio prefeito, já que teve a diretora do PAM Salgadinho, que ele próprio indicou para o cargo, demitida pelo rádio, é no mínimo estranho?, afirmou Jacy. A ex-secretária também criticou a atuação de Macário à frente da direção do Hospital Universitário (HU): ?Espero que a gestão dele na Secretaria Municipal de Saúde seja melhor que sua passagem pela direção do HU?. Jacy disse que na época em que Macário era diretor do HU, a Secretaria Municipal teve que pagar gratificações a dois neurocirurgiões do HU para garantir que fossem realizadas cirurgias em pacientes do SUS. Disse, ainda, que o secretário não deveria criticar o fato de alguns médicos e enfermeiros do Programa Saúde da Família (PSF) trabalharem apenas um horário, ?quando ele próprio [Macário] não vem cumprindo sua carga horária de trabalho no HU?. ?Quando assumiu a Secretaria de Saúde, ele abriu mão da carga horária de 40 horas para 20 horas. Só que ele mesmo afirmou que vai apenas um dia fazer atendimento no ambulatório do hospital, quando deveria ir cinco dias por semana?. /// ?Já encontrei carros no PAM sucateados? Sobre os carros da Saúde abandonados no pátio do PAM Salgadinho, a ex-secretária Jacy Quintella disse que os encontrou lá quando assumiu a secretaria. ?Eram carros doados pela Funasa e consumiam muito combustível?, alegou. Segundo ela, já havia a intenção de levá-los a leilão e também de consertar os que ainda tinham condições de uso, mas não houve tempo, devido aos trâmites burocráticos de qualquer órgão público. ?Não tive a facilidade que ele [Macário] teve de encontrar oficinas para mandar fazer o conserto?, ironizou. Jacy disse ainda que, ao sair da Secretaria Municipal de Saúde, em dezembro, havia na conta do órgão no Banco do Brasil R$ 613 mil, que seriam suficientes para pagamento das contas de luz, água e telefone em atraso. ?Havia, sim, débitos com as contas de luz, por causa de um encontro de contas feito com a Ceal, por cobrança indevida de sistema de alta-tensão, e com a Telemar, por causa de contas duplicadas?, explicou. Ela avisou que como coordenadora de gestões de políticas de Saúde da Sesau, vai fiscalizar se haverá realmente a aplicação de R$ 7 milhões para compra de medicamentos. ?Terei muito prazer em atestar que ele conseguiu comprar esses medicamentos e que não houve atraso nos repasses do governo federal?. /// ?Quero que me deixem trabalhar? Contatado para uma tréplica, o secretário municipal de Saúde, João Macário, disse que prefere não polemizar sobre a questão. ?Quero que me deixem trabalhar?. Sobre a afirmativa de Jacy Quintella de que a Secretaria Executiva de Saúde vai fiscalizar as ações da Secretaria Municipal de Saúde, como a compra de medicamentos para os postos de saúde, ele disse que o órgão não vai cumprir mais do que sua obrigação. O secretário afirmou, no entanto, que os recursos disponíveis hoje pela secretaria são reduzidos, mas se forem bem aplicados, são suficientes para atender às demandas do setor. Segundo o secretário, para se ter uma idéia de como o dinheiro da Saúde vem sendo aplicado, este ano já foi investido R$ 1,2 milhão para compra de medicamentos. No ano passado, de acordo com ele, dos R$ 6 milhões destinados à Saúde, foram usados apenas R$ 600 mil para compra de medicamentos. ?O importante não é só comprar os medicamentos, mas saber como eles estão sendo armazenados e distribuídos nos postos de saúde?.

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