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Nº 5752
Cidades

NÚMERO DE CASOS DE SÍFILIS AUMENTA 17% NO 1º SEMESTRE DE 2023

Segundo dados do Ministério da Saúde, somente de janeiro a julho deste ano foram registrados 1.568 casos da doença no Estado

Por Tatianne Bandão | Edição do dia 30/09/2023 - Matéria atualizada em 30/09/2023 às 04h00

Dados do Ministério da Saúde (MS) apontam para o aumento do número de casos de sífilis em Alagoas no primeiro semestre de 2023, em comparação com o mesmo período do ano passado. Somente de janeiro a julho, foram registrados 1.568 casos da doença no Estado. 

Conforme os dados, nos primeiros seis meses de 2022, foram contabilizados 1.336 casos, ou seja, um aumento de 17% entre os dois períodos. 

O número de gestantes com diagnóstico de sífilis também cresceu em 2023, com 564 casos. Aumento de 9% em relação ao ano passado, que registrou 516.  

Com relação à sífilis congênita, que é passada para a criança durante a gestação, foram 224 casos em 2023 e 154 em 2022. Portanto, houve um aumento de 45% em um ano. 

A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) curável e exclusiva do ser humano, causada pela bactéria Treponema pallidum. Pode apresentar várias manifestações clínicas e diferentes estágios (sífilis primária, secundária, latente e terciária). 

A doença pode ser transmitida por relação sexual sem camisinha com uma pessoa infectada ou para a criança durante a gestação ou parto. 

“Sífilis é uma doença causada por uma bactéria chamada Treponema pallidum, que é transmitida pelo contato sexual através de relações desprotegidas. A simples é adquirida quando uma pessoa adquire a bactéria através dessa relação; a gestante, quando durante os exames de pré-natal é identificada a doença e a congênita, quando a mãe que teve sífilis na gestação, sem tratamento adequado, e a bactéria acaba sendo transferida pelo bebê”, explica a Hillary Oliveira, coordenadora de Controle de Sífilis da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). 

Os principais sinais e sintomas da sífilis variam de acordo com cada estágio da doença, mas pode causar ferida nos órgãos genitais, mas também na boca ou outros locais da pele, que podem aparecer entre 10 a 90 dias após o contágio.  Normalmente não dói, não coça, não arde e não tem pus, podendo estar acompanhada de ínguas (caroços) na virilha. “Podem ocorrer manchas no corpo, que geralmente não coçam, incluindo palmas das mãos e plantas dos pés. Pode ocorrer febre, mal-estar, dor de cabeça e ínguas pelo corpo. Em alguns casos, não aparecem sinais ou sintomas”, disse. 

Já o tratamento é oferecido gratuitamente pela rede pública de saúde. O tratamento de escolha é a penicilina benzatina (benzetacil), que poderá ser aplicada na unidade básica de saúde. “A pessoa recebe três doses, durante três semanas, após isso ela passa a fazer o acompanhamento da doença”, afirma. 

A população pode ter acesso a testes rápidos tanto de sífilis como também de HIV. O serviço é oferecido em Unidades Básicas de Saúde e cujo resultado é disponibilizado aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) em apenas 15 minutos.

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