Cidades
Volta �s aulas tem car�ncia de 2 mil professores
FÁTIMA ALMEIDA As escolas da rede estadual de ensino iniciam o calendário do ano letivo 2005 com uma carência de aproximadamente dois mil professores. Se somadas as vagas ocupadas, em caráter provisório, por monitores e universitários bolsistas, a carência é de cinco mil professores, segundo o coordenador-geral de ensino da Secretaria Executiva de Educação, Neilton Nunes. Só na área de Ciências Exatas somam-se quase duas mil vagas no quadro de carência preparado pela Secretaria de Educação, que leva em consideração, também, professores em processo de aposentadoria. Vagas abertas ?São 875 vagas de Matemática, 340 de Física, 309 de Ciências, 287 de Biologia e 283 de Química. Mas temos carência em todas as outras áreas?, declara Neilton Nunes. Segundo ele, as vagas estão sendo supridas, primeiro com professores do quadro e, na seqüência, com monitores e abrindo para alunos das universidades, na condição de bolsistas, até que seja realizado o concurso público para provimento de cargos, anunciado para este ano, pelo secretário da Educação, Maurício Quintella. Neilton disse que apesar da carência, cerca de 70% da rede ? composta por 387 unidades escolares ? já está funcionando desde o dia 21 de fevereiro. Algumas escolas, inclusive nove no Cepa, em Maceió, iniciam as aulas na próxima segunda-feira, outras começam no dia 14, restando um percentual de aproximadamente 10% para começar no final deste mês. A diferença no calendário, segundo o coordenador, não é uma conseqüência direta da falta de professores. Deve-se, em parte, à autonomia que as escolas têm para estabelecer o início das aulas. ?Existe uma carga horária obrigatória de 800 horas de aula e 200 dias letivos, estabelecida pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), mas o calendário para o seu cumprimento é decidido pelas escolas?, explica ele. Por outro lado, em proporções menores, Neilton cita também algumas reformas necessárias em unidades de ensino. ?O recesso de fim de ano é de apenas 30 dias. Não dá para fazer uma reforma nesse prazo?, argumenta. De acordo com ele, o Estado continua trabalhando para que o calendário seja o mais harmônico possível, mas reconhece que não dá para estabelecer uma data unificada de início e encerramento das aulas em todas as escolas.