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Caso das laqueaduras: delegado da PF culpa Correios e carnaval pela demora

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CARLA SERQUEIRA A investigação sobre o ?caso das laqueaduras? no município de Taquarana ainda está na primeira fase, apesar de a Procuradoria da República ter solicitado à Polícia Federal abertura de inquérito em maio de 2004. O delegado da PF responsável pela apuração dos fatos, Luiz Marques, reconheceu que as investigações estão lentas. Segundo ele, a PF está esperando cópias das Autorizações de Internação Hospitalar (AIHs) para anexar ao inquérito como provas documentais. ?Solicitei, no final de janeiro, à direção da Unidade Mista Nossa Senhora de Fátima, as cópias e dei prazo de dez dias?. Hoje, a mais de um mês da solicitação, o delegado Marques justifica a demora alegando a ?lentidão dos Correios? e até mesmo os ?feriados de carnaval?. ?Estamos aguardando o material. Deve estar chegando por esses dias. Os Correios são lentos mesmo?, alegou Marques. O delegado informou, que se os documentos não chegarem, a Unidade de Saúde pode ser indiciada por crime de desobediência. ?Além disso, peço um mandato de busca e vou eu mesmo pegar as AIHs?, garantiu. As AIHs são fundamentais para as investigações porque, a partir delas, serão identificados os médicos que autorizaram as cirurgias de laqueadura, codificadas, no documento, como sendo cirurgias de câncer no útero. ?Não podemos interrogar ninguém sem ter provas concretas. Com as AIHs, vamos identificar os médicos para solicitar os depoimentos?, explicou Luiz Marques. Impugnação A coligação O trabalho não pode parar, que fez oposição ao atual prefeito de Taquarana nas eleições de 2004, entrou com um processo de impugnação dos mandatos de Alay Correia Amorim e do vereador Quinha, acusados de trocar cirurgias por votos. O autor das denúncias é Francisco José Tenório Magalhães, assessor da prefeitura na época das fraudes nas AIHs do município. ?Reuni vários indícios de compra de votos e encaminhei os documentos para o Fórum Eleitoral de Maribondo?, afirmou Francisco José. As denúncias foram protocoladas no Fórum Eleitoral de Maribondo, no dia 29 de dezembro de 2004. Entre as provas reunidas por Francisco José estão as reportagens publicadas pela GAZETA, além de depoimentos de eleitores, gravados em fita cassete, afirmando terem sido aliciados pelos candidatos para vender seus votos. A próxima audiência está marcada para o dia 14 de julho, às 11h, no Fórum da cidade de Maribondo.

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