Cidades
Mulheres pedem fim da viol�ncia em Alagoas
REGINA CARVALHO Com o lema Mulheres em movimento mudam o mundo, diversas entidades fizeram ato público, na tarde de ontem, na Praça Montepio, no Centro de Maceió. Na manifestação, com a presença de aproximadamente 100 pessoas, palavras de ordem pediam o fim da violência e lembravam mulheres mortas no campo e na cidade em Alagoas. Mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) eram maioria no ato público, mas índias da tribo xucuru-kariri, de Palmeira dos Índios, e sindicalistas pediram o fim da violência contra a mulher em Alagoas. Cartazes com nomes de vítimas da violência e de acusados das mortes foram expostos na praça, chamando a atenção de quem passava no local. O ato público também foi um momento de esclarecimento e divulgação da marcha que será realizada em São Paulo, no Dia Internacional da Mulher, 8 de Março. Cerca de 50 mulheres, representando diversas entidades em Alagoas, sairão em caravana no próximo domingo para participar do lançamento da Carta Mundial das Mulheres para a Humanidade, em São Paulo. Os manifestantes ressaltaram a violência sofrida por mulheres alagoanas, lembrando casos de grande repercussão, a exemplo da professora Isabel Silvana Sá, Macléia dos Santos e Isabelle Gondim. No ato público, representantes pediram justiça e a prisão dos culpados. Exigindo igualdade e respeito, as manifestantes lembraram de mulheres mortas no campo, enquanto ?lutavam por direito à terra?. Sindicalistas, lideradas principalmente pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal), pediram o fim da violência doméstica. Jarede Viana, integrante do Movimento de Mulheres de Alagoas e coordenadora da marcha, ressaltou que a ida a São Paulo será um grande momento, pois diversas entidades enviarão representantes que participarão do ato. Marcha Mundial A Marcha Mundial de Mulheres surgiu em 2000. Este ano, está sendo organizada uma segunda mobilização internacional que se dará em torno da viagem da Carta Mundial das Mulheres para a Humanidade por 50 países. No evento, será construída uma grande colcha de retalhos, na qual cada país representará por meio de símbolos o significado da Carta. ?Viemos aqui para pedir eqüidade de gênero e raça. E ainda pedir que seja dado um basta na violência em Alagoas?, relatou a índia xucuru-kariri Nilda Lima da Silva. Para finalizar o evento, índios apresentaram o Toré, pedindo proteção para as mulheres que vão a São Paulo.