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Projeto Munda�-Manguaba deve ficar pronto at� junho

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FÁTIMA ALMEIDA O mapeamento dos problemas e projetos existentes no entorno do complexo lagunar Mundaú-Manguaba deve ficar pronto até junho deste ano, anunciou o superintendente de planejamento da Agência Nacional das Águas (ANA), João Lotufo. Ele participou, em Maceió, da terceira reunião do Grupo Técnico de Trabalho formado por entidades governamentais e não- governamentais e representantes da sociedade civil, que vêm trabalhando, desde o ano passado, no levantamento de dados para compor um projeto integrado de recuperação das lagoas. Representantes das prefeituras dos sete municípios localizados no entorno das duas lagoas também participaram. ?Nosso objetivo, neste momento, é identificar problemas para a recuperação das lagoas, projetos existentes e áreas que não têm projetos, preencher as lacunas e elaborar o plano propriamente dito. Com um bom projeto, é muito mais fácil conseguir recursos?, explica Lotufo, destacando que Alagoas tem bom volume de recursos contingenciados no Orçamento Geral da União, aprovados por meio de emendas de bancadas, que podem ser liberados. ?Só para saneamento são R$ 110 milhões. É um valor substancial para Alagoas?, diz ele. Do perfil até agora levantado, João Lotufo ponteia seis itens que se destacam no contexto: o saneamento ambiental dos municípios, englobando questões como esgoto, lixo e drenagem urbana; o controle da poluição industrial, que na sua opinião tem melhorias substanciais; o aprimoramento da proteção e conservação ambiental, com recomposição das matas ciliares; o ordenamento da ocupação urbana; o uso do solo na agricultura, incluindo o controle da erosão e uso de fertilizantes e agrotóxicos; e, por fim, a conscientização ambiental e o envolvimento da sociedade nessa discussão e no acompanhamento dos projetos. Plano Diretor O Plano Diretor, segundo Lotufo, é peça fundamental. ?É importante que esse processo tenha sido desencadeado. Os municípios estão dando encaminhamento?, diz ele, explicando, ainda, que a idéia é criar um processo consistente, com o envolvimento da sociedade e organismos governamentais e não-governamentais, afinados com a questão. ?Nesta reunião temos 23 instituições presentes. Já é um pré-comitê gestor?, diz ele. O secretário-executivo de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Ronaldo Lopes, destaca duas questões que, na sua opinião, são de fundamental importância dentro de um processo de discussão sobre a recuperação das lagoas, além do saneamento das cidades situadas em suas margens: a solução definitiva para o destino final dos resíduos sólidos, e um trabalho com os municípios localizados nos vales dos rios Paraíba e Mundaú, afluentes das lagoas.

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