Cidades
Casar�es de Jaragu� se perdem no tempo
FERNANDO COELHO Em Jaraguá, a revitalização não passou por residências cheias de história do passado. Na Rua Silvério Jorge, em Jaraguá, o entulho e o mato escondem as ruínas da antiga casa do general Mário Lima. Nas décadas de 1950 e 1960, o casario foi ponto de encontro de tradicionais famílias alagoanas, como os Bentes, os Jardim, os Mascarenhas. ?Todos passavam no domingo para saborear o famoso caruru de Maria José, minha mãe, também conhecida como Dona Zeca?, diz Rosita Lima, filha do General e antiga proprietária da residência. Na frente da casa do general está fincado um dos mais belos e frondosos exemplares de pau-brasil, com caule monumental e de grande envergadura. Ainda no bairro histórico, na Travessa Coronel Pedro de Lima, quatro casas enfileiradas permanecem abandonadas há pelo menos 10 anos, segundo os moradores da região. Uma delas serve de morada para desabrigados que chegam para pernoitar no final da tarde. No Centro, ruas tradicionais e de alto valor comercial como a Barão de Maceió, a Pedro Monteiro e a Avenida Vieira Perdigão preservam escombros de casas sem telhado, paredes isoladas com concreto e fachadas descaracterizadas pela impiedosa ação do tempo. Na Avenida Assis Chateaubriand, um prédio de seis andares que já foi sede da SMCCU está totalmente abandonado. As entradas foram lacradas com tijolos para impedir o acesso de desocupados. Mesmo assim, segundo moradores de prédios vizinhos, o edifício servia de ponto de tráfico e consumo de drogas, além de abrigar bandidos perigosos. Segundo a dona-de-casa Josefa Silva, uma operação policial há cerca de 15 dias ?limpou a área dos maus elementos?.