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Dois mil quilos de alimentos s�o incinerados

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REGINA CARVALHO Durante a visita a pontos de comercialização de pescado, ontem, fiscais da Vigilância Sanitária receberam uma denúncia anônima de que produtos estragados estavam sendo comercializados na Central de Abastecimento de Alagoas (Ceasa). Cerca de 1.100 quilos de presunto e bacon e 900 quilos de charque foram apreendidos. Os produtos foram incinerados no matadouro de Satuba. O nome do estabelecimento comercial que teve os alimentos apreendidos foi mantido em sigilo. A informação chegou à Vigilância Sanitária durante uma ação conjunta com o Procon e o Inmetro, ontem, que percorreram estabelecimentos de comercialização de peixes e crustáceos nas balanças de Jaraguá, Pajuçara, Ponta Verde e Mercado da Produção. Os órgãos fiscalizadores farão o trabalho até a Semana Santa, quando aumenta o consumo destes produtos. Na balança de Jaraguá, o congelamento inadequado de crustáceos foi o principal problema detectado pelos fiscais da Vigilância Sanitária. ?Tem que alternar uma camada de gelo e uma de camarão. Encontramos aqui uma temperatura inadequada para conservação desses produtos, que estavam a mais de 20 graus. O pescado deve ficar numa temperatura de 4 a 8 graus, no máximo?, destacou Ronaldo Pimentel, coordenador da inspeção de alimentos da Vigilância Sanitária. Segundo Ricardo Walker, da Vigilância Sanitária, o pescado é um produto altamente perecível, por isso é preciso que o consumidor esteja atento no momento da compra. Em Jaraguá, a tabela de preços estava dentro do estabelecido pelo Procon. Entretanto, a balança, que pertence à Colônia de Pescadores, foi interditada e lacrada, provocando a revolta dos vendedores. ?A balança deve partir do zero e não de 50 gramas, como acusa essa. Esse problema deve-se, principalmente, à falta de manutenção?, disse Juarez Monteiro, fiscal do Inmetro. Nas balanças da Pajuçara não foram constatadas irregularidades no armazenamento e preço do pescado. Já na Ponta Verde, outra balança foi lacrada pelos fiscais do Inmetro e deverá ir à manutenção para ser novamente utilizada. No Mercado da Produção, cinco balanças foram interditadas pela Vigilância Sanitária e o pescado estava armazenado acima da temperatura recomendada. .

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