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SMTT pro�be �nibus novos e libera antigos

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CARLA SERQUEIRA O sistema de transporte urbano de Maceió vive uma situação paradoxal. Enquanto uma frota de 33 ônibus novos e com ar-refrigerado, os conhecidos ?geladinhos?, da empresa Real Alagoas não possui autorização da SMTT para rodar ? por pressão de concorrentes que temem perder passageiros ?, toda a frota da Viação Cidade Sorriso circula pela cidade sem nenhuma condição de uso. Além da má condição dos veículos, os funcionários da Cidade Sorriso não recebiam há dois meses. Na tentativa de reverter a situação, na sexta-feira, das 4h às 14h, os rodoviários impediram as quatro linhas da empresa de circular. ?Tivemos de paralisar as atividades para sermos ouvidos?, explicou o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Divanildo Ramos. Após a paralisação, a empresa negociou com a categoria, fechando o acordo de pagar aos funcionários o salário referente a janeiro e até esta segunda-feira pagar os salários de fevereiro. ?Se a empresa não pagar, a gente pára de novo?, frisou Ramos. Em outro protesto, ocorrido na última quinta-feira, os moradores do conjunto Santos Dumont impediram a saída de quatro ônibus da Cidade Sorriso do terminal ?por falta de condições de circular?. Divanildo Ramos afirmou que as linhas do conjunto ficaram paradas por três horas, das 8h às 11h. ?A Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) esteve no local e lacrou dois dos quatro ônibus?. Ramos informou que os veículos estavam com pneus e peças gastas. Segundo a SMTT, as reclamações dos passageiros que dependem das linhas Santos Dumont-Centro, Eustáquio Gomes-Trapiche, João Sampaio-Centro e Eustáquio Gomês-Trapiche Corujão, de responsabilidade da Viação Cidade Sorriso, são constantes. A mais comum é com relação aos ônibus que quebram no meio do caminho, deixando os passageiros em situação desconfortável, já que têm que esperar um segundo ônibus da empresa chegar, para não perder a passagem paga. Já o motivo da paralisação dos ônibus da empresa Real Alagoas é outro: estranhamente, ela está sendo punida por oferecer mais conforto ao passageiro. De acordo com a SMTT, a frota foi impedida de circular para que ?a concorrência entre as empresas não seja desleal?. Na prática, a SMTT toma as dores de empresas ineficientes que não respeitam o passageiro. O representante da Viação Cidade Sorriso, Telmo Arlindo, que negociou com os rodoviários, não foi localizado pela GAZETA para prestar esclarecimentos sobre a situação de sua empresa. *** Cassação ameaça empresa A Viação Cidade Sorriso está sob a fiscalização da SMTT desde o último dia 9. Segundo o assessor do órgão, Roberto Lopes, a empresa recebeu prazo de 90 dias, ainda na gestão anterior, para se adequar ao sistema de transporte coletivo da cidade. Entre as exigências, teria de melhorar as condições dos veículos, respeitar os horários de saída dos ônibus e solucionar o atraso salarial dos seus 122 funcionários, que desde janeiro estão sem receber. De acordo com Roberto Lopes, durante dez dias, contando do dia 9 ? quando o prazo dado à empresa pela prefeitura expirou ? técnicos acompanham as atividades da empresa, a fim de constatar se houve adequação ou não. ?Os fiscais estão realizando vários procedimentos dentro da empresa, entre eles, conferindo horários e as condições de trabalho dos motoristas e cobradores?. Sobre a questão salarial, a SMTT informou que ?este problema também está sendo levado em conta pelos técnicos?, garantiu Lopes. O superintendente da SMTT, Leonardo Loureiro, revelou que só vai se pronunciar sobre o assunto após receber e analisar o relatório. ?Só depois que eu obtiver um levantamento completo e detalhado de todos os problemas que envolvem a empresa poderei tomar uma decisão?, disse Loureiro. Caso a empresa não consiga se adequar ao sistema de transporte coletivo de Maceió, poderá ser obrigada a renovar sua frota de veículos, ou mesmo ter a cassação das linhas, conforme explicou Roberto Lopes. A SMTT divulgou, na semana passada, a abertura do processo de licitação para exploração de transporte coletivo na capital. Qualquer empresa do País vai poder participar, coisa que nunca ocorreu em Maceió. Os 33 ?geladinhos? da empresa Real Alagoas, parados há oito meses, poderão ir para as ruas caso a empresa vença o processo. ?Se uma empresa apresentar serviço melhor e mantiver o preço da passagem, certamente será a escolhida. O que não será admitido é aumento no preço da passagem?, garantiu Lopes. (CS)

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