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Capelania evang�lica conquistou espa�os

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FELIPE FARIAS Um oficial superior da Polícia Militar, evangélico da Igreja Cristã Maranata, diz que o processo de crescimento dessas denominações religiosas dentro da PM é normal. ?Não é algo que ocorre só aqui, mas em escala mundial?. Para ele, cujo nome também não pode ser revelado, o fato de haver militares professando diferentes credos religiosos não tem reflexos sobre as atividades da corporação. ?O máximo que pode haver é uma diferença na forma como uns vêem os outros, já que nós, evangélicos, possuímos uma opção de vida diferente, mais regrada e não freqüentamos bares, por exemplo?, relata. Os dois oficiais, concordam, porém, que a ?migração? é resultado do trabalho realizado pelo capelão evangélico da corporação. ?Essa é a única coisa que acho que há de concreto: a ausência do capelão padre. Como há o capelão pastor ? cuja denominação [igreja] eu nem sei qual é ? e ele deve estar fazendo um bom trabalho de evangelização, as pessoas estão correspondendo?, diz o evangélico. ?Ele [o pastor] não faz distinção de credo, ao atender. Atende todos da mesma forma?, admite o católico. O comandante-geral da corporação, coronel PM Edmilson Cavalcante, nega de modo enfático haver qualquer divisão por motivo religioso. ?Além de a liberdade religiosa ser garantida na Constituição, eu jamais poderia tomar a religião como critério para formar um grupo?, rebate. Para ele, antes de ser esse ou aquele o credo religioso, o que mais importa é o fato de ele estar presente na tropa. ?Um homem temente a Deus fica menos propenso a cometer desvios. E, ao invés de dividir, a religião tem sido, isso sim, fator de agregação na PM?. E destaca que o trabalho mais importante realizado pelo capelão está na área social, como a recuperação de muitos militares alcoólatras. ?Há muitos casos de PMs que possivelmente estariam hoje na inatividade, perdidos para o serviço público, mas se recuperaram?. O exercício da capelania militar não se restringe a celebrações. O capelão visita militares enfermos ou presos, acompanha as famílias de falecidos e atende muitas vítimas dos transtornos vindos de uma profissão de alto risco. No caso da PM de Alagoas, a escassez de pessoal faz com que o único capelão efetivo, evangélico, tenha de cuidar até dos preparativos das festas religiosas católicas, tradicionais na corporação, como a procissão do próximo dia 23.

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