Cidades
Edital para concurso de professor est� pronto
FELIPE FARIAS O próximo concurso para a rede pública estadual de ensino está com o edital praticamente pronto. De acordo com o secretário de Estado da Administração, Valter Oliveira, sua publicação depende apenas da definição dos números referentes à carência de vagas em cada município. É que, segundo ele, esse concurso terá como peculiaridade o fato de as inscrições terem validade apenas local, por município, em lugar de ter validade geral, para todo o Estado. ?O concurso será municipalizado porque a intenção do governo é fixar o profissional, de preferência, em seu próprio município ? ou o mais próximo possível dele. Mas haverá alguma flexibilidade?. Na prática, no ato da inscrição o candidato teria que informar que cargo pleiteia e também em que município. Segundo o secretário, se as vagas forem preenchidas em determinado município, o candidato aprovado poderia ter sua lotação transferida para outro município, desde que este seja integrante da mesma Coordenação Regional de Ensino (CRE) do município para o qual fez sua inscrição original. Alagoas está dividida em dez CREs que abrangem todos os municípios do Estado. Vagas O próximo concurso para a rede estadual de ensino deverá oferecer cerca de 7 mil vagas para todos os cargos existentes nas unidades de ensino, de serviçal e merendeira a professor atividade ? o que está em sala de aula. E, segundo o secretário, deverá prever a substituição dos monitores que atualmente suprem a carência de vagas não preenchidas na última seleção. A elaboração do edital está a cargo de uma comissão formada por representantes das secretarias de Estado da Administração e da Educação, e da instituição que realizou a última seleção para a área, a Fundação Apolônio Sales, da Bahia. Na próxima sexta-feira haverá mais uma reunião do grupo de trabalho responsável pelo concurso. ?O edital está praticamente pronto. O que falta para ser divulgado é a definição da carência de profissionais por município, o que cabe exclusivamente à Secretaria de Educação, mas já se encontra em estágio avançado?, informou. Por meio de sua assessoria, a Secretaria de Educação informou que outra pendência está na definição de um aumento na carga horária dos professores, de 20 para 25 horas semanais. Nas vinte horas correspondentes à carga atual, os profissionais desempenhariam atividades didáticas (em sala), usando o restante para planejamento de aulas. Apesar de afirmar que o concurso prevê a substituição dos monitores, que têm contrato em caráter precário, de apenas dois anos, o secretário admitiu que ainda não foi cogitada a possibilidade de a seleção, mais uma vez, não suprir todas as vagas, sobretudo para as disciplinas da área de ciências exatas, como Matemática, Física e Química. ### Remuneração baixa não atrai professores Segundo a Secretaria de Educação, a carência de professores na rede estadual de ensino foi dimensionada em cerca de 3 mil vagas. Mas nesse total não estão incluídas as turmas que estão sob a responsabilidade de monitores e de alunos de cursos dessas áreas da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), que estão suprindo a carência em caráter temporário. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteal), que representa os servidores da rede pública de ensino, os professores dessas disciplinas, que possuem uma qualificação diferenciada, não se interessariam pelo ingresso na carreira de servidor estadual por causa da remuneração, considerada baixa. Essa carência é, segundo o sindicato, um dos principais fatores responsáveis pelo comprometimento do calendário do ano letivo em diversas unidades do Estado. Na prática, elas não podem concluir seu calendário porque não possuem professores suficientes para ministrar as aulas. Unificação de turmas Algumas das saídas são a unificação de turmas, o que pedagogicamente pode comprometer o aprendizado; a contratação de monitores e de alunos da Ufal que recebem bolsas para atuar na rede. ?O que hoje o Estado tem feito é incentivar que os professores da rede que queiram ministrar essas disciplinas passem por uma qualificação dada pela Ufal. Mas, nesse momento, ainda é difícil prever que o futuro concurso terá esse problema: não conseguir preencher todas as vagas?, disse o secretário.