Cidades
Cadastro do bolsa-fam�lia em AL: 100 mil devolvidos
FÁTIMA ALMEIDA As irregularidades nos programas de transferência de renda do governo continuam na ordem do dia. Quer seja no surgimento quase cotidiano de novos casos, quer seja nas discussões em busca de caminhos para consolidar os programas, reduzindo a margem de fraudes e erros. Dados da diretoria de políticas intersetoriais da Secretaria Executiva de Inserção e Assistência Social (Seias) mostram que cerca de 100 mil cadastros alagoanos do bolsa-família foram devolvidos em dezembro passado, por irregularidades diversas, que vão desde o recebimento indevido, por quem não se enquadra no perfil financeiro, até erros no preenchimento. A dona de casa Célia Maria da Conceição, 38 anos, três filhos de cinco, oito e onze anos, é um exemplo já citado pela GAZETA que ilustra essa situação. Ela se cadastrou há mais de três anos em Rio Largo, tem o perfil financeiro e social exigido pelo benefício, com renda per capita abaixo de R$ 50,00, mas nunca recebeu nenhum pagamento. Continua nas estatísticas das famílias excluídas dos programas sociais. Erros Casos como esse, na opinião da diretora de políticas intersetoriais da Seias, Vilna Damasceno, podem ser conseqüência de erros no preenchimento do cadastro. ?Às vezes uma letra ou uma informação errada prejudica o processo?, explica. Em favelas como a Vila Emater, em Maceió, não é difícil encontrar famílias em situação de miséria absoluta, que estão há anos na fila de espera pelo pagamento de uma bolsa social, enquanto se repetem com freqüência denúncias de pessoas que recebem o benefício indevidamente. ?Temos informações até de diretores de escola e filhos de vereadores que recebem, donos de mercadinhos?, diz ela, sem, no entanto, indicar os locais. ?São denúncias ainda não materializadas e que estão sendo investigadas?, justifica.