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Budismo mostra diferen�as entre adeptos

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REGINA CARVALHO Os budistas tibetanos são ativos. Tocam sinos, cantam e fazem perguntas entre si. Os da escola Theravada são mais quietos e os Zen passam quase todo o tempo meditando. De modo geral, o budismo é uma espécie de rota de fuga do sofrimento, da angústia e da impermanência. Budista há três anos, uma farmacêutica, que prefere não se identificar, disse que foi católica praticante por vários anos, mas optou pelo budismo. De acordo com ela, o budismo ofereceu respostas as suas dúvidas sobre a vida e que ela passou a enxergar com mais aprofundamento momentos do seu cotidiano. ?Percebi dentro do budismo que tudo na vida é feito de causa e efeito e que eu sou responsável pelos meus atos?, destacou. Segundo ela, nada impede que o budista tenha outra religião, mas conciliar uma religião teísta e outra ateísta é difícil. ?É complicado conciliar duas religiões diferentes ao mesmo tempo, por isso optei somente pelo budismo. Pensei para tomar essa decisão?, acrescentou a farmacêutica. Para alguns praticantes, o budismo não é religião, nem mesmo uma seita. É a psicologia da mente ou um caminho espiritual. Primeiro templo Em 1932 foi construído o primeiro templo budista no Brasil, no Estado de São Paulo. Levantamentos realizados pelos próprios budistas mostram que os brasileiros interessados na religião aproximaram-se do budismo mais por meio da literatura, cinema e teatro do que pela pregação dos seguidores. O budismo tem origem na Índia e data por volta do século VI aC. É uma religião e um sistema filosófico pregado pelo Sidarta Gautama, o Buda, um príncipe hindu. O rei, pai de Buda, deu-lhe todos os meios para gozar a vida e todas as diversões da época, mas ele preferiu meditar sobre como enfrentar os sofrimentos inevitáveis: nascimento, velhice, doença e morte. Praticou penitências, levando uma vida de meditação. Buda, porém, percebeu que era inútil tentar obter a liberdade espiritual martirizando o corpo, pois seria contra a natureza humana. Após muita meditação e reflexão, descobriu a verdade eterna e pregou durante 50 anos, dos seus 80 anos de existência, ensinamentos que são chamados de Sutras. A vida do Iluminado Supremo (Buda) é, por si só, a doutrina pregada por Buda e seus discípulos. De acordo com praticantes do budismo, crer em Buda significa crer na verdade que ele descobriu. Hinduísmo Aos 29 anos, Buda resolveu sair de casa e, chocado com algumas etapas da vida como a doença, a velhice e a morte, partiu em busca de uma resposta para o sofrimento humano. Juntou-se a um grupo de ascetas e passou seis anos jejuando e meditando. Durante muitos dias, sua única refeição era um grão de arroz por dia. Após esse período, cansado dos ensinos do hinduísmo e sem encontrar as respostas que procurava, separou-se do grupo. Depois de sete dias sentado debaixo de uma figueira, diz ele ter conseguido a iluminação, a revelação das Quatro Verdades. Ao relatar sua experiência, seus cinco amigos o denominaram de Buda (iluminado) e assim passou a pregar sua doutrina pela Índia. ### Sidarta é o Buda como ser humano Sidarta Gautama, em princípio um ser humano comum, atingiu a sabedoria suprema por seus próprios meios. Em cada cultura o budismo foi adaptado, ganhando características próprias em cada região. Mas, necessariamente, possui a mesma essência. Os ensinamentos do budismo têm como estrutura a idéia de que o ser humano está condenado a reencarnar infinitamente após a morte e passar sempre pelos sofrimentos do mundo material. O que a pessoa fez durante a vida será considerado na próxima vida e assim sucessivamente; isso é o que se chama carma. Ao enfrentar os sofrimentos da vida, o espírito pode atingir o estado de nirvana (pureza espiritual) e chegar ao fim das reencarnações. Animais Para alguns seguidores, ocorre também a reencarnação em animais. Desta forma, muitos adotam uma dieta vegetariana. A filosofia é baseada em verdades: a existência está relacionada à dor, a origem da dor é a falta de conhecimentos e os desejos materiais. Portanto, para superar a dor, deve-se antes livrar-se da dor e da ignorância. Para livrar-se da dor, o homem tem oito caminhos a percorrer: compreensão correta, pensamento correto, palavra, ação, modo de vida, esforço, atenção e meditação. Dentre todos os caminhos apresentados, a meditação é o melhor caminho para atingir o nirvana (estado total de paz e plenitude). O centro de budismo tibetano no Farol oferece três dias de prática: segundas e quartas-feiras, às 19h30 e sábados às 17h.

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