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Humaniza��o coloca hospitais�de AL entre 25 melhores do Pa�s

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FÁTIMA ALMEIDA O Portugal Ramalho e o José Lopes estão entre os 25 melhores hospitais psiquiátricos do País. ?Somos referência no Nordeste há pelo menos cinco anos?, declara, orgulhosa, a diretora do Portugal Ramalho, Rosimeire Rodrigues. O reconhecimento do trabalho desenvolvido no Portugal Ramalho não é aleatório. Os critérios de avaliação clínica e administrativa captaram uma movimentação pela humanização do tratamento de pacientes psiquiátricos, no Portugal Ramalho, que antecede os aspectos legais. Desde 1986, o hospital-escola iniciou um processo de extensão hospitalar para a comunidade, estabelecendo visitas diárias, reuniões com as famílias dos pacientes e realizando atividades de terapia ocupacional e recreação. O bloco carnavalesco Maluco Beleza, que completou 13 anos, é o exemplo mais conhecido. Todos os anos, na quinta-feira de carnaval, pacientes, funcionários e familiares saem às ruas ao som de orquestra de frevo, numa perfeita integração. A experiência caminha para outras datas expressivas. Nas festividades juninas, o arraiá Portugal Ramalho já se consolidou como terapia; no mês de setembro tem a festa da Primavera, com escolha de rainha, e este ano, pela primeira vez, os pacientes estão encenando a Paixão de Cristo no hospital. Tem ainda as oficinas de arte, tecelagem, costura e horta e disputas esportivas. ?O Portugal Ramalho foi pioneiro em muita coisa; serviu de modelo para alguns hospitais do Brasil por ter sido um dos primeiros a abrir grades e baixar muros, colocando o paciente em contato com a sociedade?, destaca Berto Gonçalo, coordenador do Programa de Saúde Mental da Secretaria Executiva de Saúde. Nesse processo, o hospital já conseguiu a ressocialização de vários pacientes, com um trabalho de resgate da cidadania, que inclui o acesso a benefício de prestação continuada previsto na Lei 8.742/93, que garante um salário mínimo mensal às pessoas portadoras de deficiência, incapazes de prover sua própria manutenção. Segundo Rosimeire, esses pacientes retornaram ao convívio da sociedade com autonomia e independência financeira. ### Hospital terá residência em psiquiatria O projeto de reabilitação psicossocial do Portugal Ramalho antecedeu ao projeto Volta para Casa, instituído pelo governo federal em 2003. O trabalho se reflete nos números. Segundo a diretora, em 2004 o hospital realizou 55.914 atendimentos provenientes da capital e 8.580 do interior. O ambulatório atende a uma demanda de cerca de 200 pacientes por dia. No entanto, a taxa de permanência, de 32,2 dias, está bem abaixo da média nacional, de 45 dias. As altas a pedido (de pacientes insatisfeitos) são de 7,2%, em contraste com as altas melhoradas, que é de 95,4%. A taxa de fuga é de 2,6 e a de mortalidade é de 0,50. O hospital está localizado numa área de quase 5 mil metros quadrados e tem 445 funcionários, além dos serviços de limpeza, vigilância e portaria, que são terceirizados. Atualmente, o hospital prepara-se para mais uma escalada. Está em processo de avaliação da Comissão Nacional de Residência Médica do Ministério da Educação para obter credenciamento de implantação, ainda este ano, de residência médica em psiquiatria, a primeira de Alagoas. Mudanças na lei O Ministério da Saúde tem procurado avançar, nos últimos anos, em leis que assegurem ao paciente em tratamento o convívio familiar e social, reduzindo, o quanto possível, a internação hospitalar, substituindo-a por serviços de assistência e promoção de saúde, visando sempre a ressocialização do paciente. Pela Lei 10.216, a internação hospitalar só deve ser indicada quando os recursos extra-hospitalares se mostrarem insuficientes.

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