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Incra pede � PF garantia para volta ao trabalho

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REGINA CARVALHO Com a ocupação da sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) pelos integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), há 22 dias, o superintendente Gino César Menezes buscou uma saída paliativa para dar continuidade aos trabalhos. Ontem, o superintendente solicitou formalmente que a Polícia Federal (PF) indicasse um lugar seguro para ele trabalhar. Gino César pediu ainda à PF garantia de segurança para que os funcionários possam voltar ao trabalho, gradativamente, no edifício Walmap, no Centro. Enquanto isso, nove estudantes universitários reforçaram o sexto dia da greve de fome mantida por 11 sem-terra, e fizeram um jejum de 24 horas, encerrado na noite de ontem, em apoio ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Lúcio Verçosa, estudante do curso de Ciências Sociais da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), afirmou que o objetivo dos estudantes é mostrar que os manifestantes do MST não estão sozinhos ?nessa luta? e prometeu que novas ações protagonizadas pelos universitários poderão ocorrer esta semana. ?Eles não estão sozinhos nessa manifestação. Diante da urgência e gravidade da situação, nós, militantes estudantis, estamos apoiando essa luta e concordamos que a saída de Gino César do Incra significará um avanço na luta pela reforma agrária?, destacou o universitário. Gabriel Luiz de Almeida, 21 anos, estudante do 2º ano de Direito da Ufal, informou que o movimento estudantil está apoiando o MST. ?Estamos aqui em solidariedade. Em relação ao jejum, estou tranqüilo; o único medo meu e da minha família é de que haja um confronto com a polícia?, destacou. Confinados numa sala do Incra, onze militantes do MST estavam ingerindo, até ontem, apenas água. Ontem, as militantes Maria das Dores Barros de Lima e Ana Cláudia Floriano, do grupo que faz o jejum-protesto, passaram mal e foram levadas por uma ambulância da Samu à Unidade de Emergência Armando Lages, apresentando crise hipertensiva severa, em decorrência do prolongado tempo sem alimentação sólida. Ainda na tarde de ontem, elas receberam alta. ### ?Dou a vida pela causa? ?Mesmo passando mal, elas vão continuar fazendo greve de fome. Essa é uma luta nossa e não pode ser abandonada?, enfatizou Vânia Silva, assessora do MST. Ontem, os sem-terra do MST percorreram a Praça Sinimbu de mãos dadas, em apoio aos militantes que estão fazendo greve de fome. Sem o atendimento da principal reivindicação ? a saída do superintendente Gino César Menezes do Incra de Alagoas ? eles resolveram radicalizar. ?A greve de fome foi discutida no grupo. Cada um aderiu voluntariamente?, informou José Santino, da direção estadual do MST. Alguns manifestantes estavam ontem visivelmente abatidos, mas garantiam que vão continuar mantendo a greve de fome por tempo indeterminado. Hoje faz 22 dias que o MST está acampado na Praça Sinimbu e ocupa a sede do Incra. Dispostos a radicalizar, os militantes não descartam a possibilidade de um confronto com a polícia. ?Se preciso, dou minha vida por essa causa. Continuaremos firmes até que atendam nossas reivindicações?, desafiou Cícero da Silva, da coordenação estadual do MST, que aderiu à greve de fome. Ainda ontem, manifestantes do MST aguardavam a chegada a Maceió de mil trabalhadores do Agreste, Sertão e Zona da Mata, para aderir ao movimento contra a permanência da direção do Incra. ?Mais companheiros vão se juntar a nós nessa luta?, afirmou Vânia Silva. (RC)

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