Cidades
Vigil�ncia Sanit�ria aperta fiscaliza��o no pescado
REGINA CARVALHO Produto altamente perecível, o pescado, quando de qualidade duvidosa, pode provocar problemas sérios como diarréia aguda, intoxicação e gastrite. Para impedir o acesso de consumidores aos produtos estragados, fiscais da Vigilância Sanitária alertam que a população deve estar atenta a alguns itens básicos. Deve-se observar se o olho do peixe está brilhante e se as guelras apresentam cor avermelhada. ?Caso o peixe esteja sem a cabeça, é fundamental apertar a carne e observar se volta. Se isso não acontecer, o pescado não deverá ser consumido. Além disso, no caso de peixe em posta, a carne deve estar presa à parte óssea?, alertou o coordenador de inspetoria de alimentos da Vigilância Sanitária, Ronaldo Pimentel. Onze fiscais da Vigilância Sanitária estão percorrendo, diariamente, pontos de comercialização de pescado até a próxima sexta-feira. Ontem, foram visitadas as balanças de Jaraguá, Pajuçara, Jatiúca e Mercado da Produção. Durante a fiscalização não foi detectado problema. ?Pelo menos hoje pudemos observar que o pescado está em boa qualidade?, destacou Ronaldo Pimentel. Congelamento O pescado deve ficar no máximo 30 dias congelado e a uma temperatura de cinco graus. A escolha do camarão deverá ser mais cuidadosa. ?Esse é um produto ainda mais perecível que o pescado?, acrescentou Pimentel. Apesar de o quilo de bacalhau custar em média R$ 17, inacessível para muitos consumidores, o vendedor do Mercado da Produção Antonio Félix dos Santos disse que vendeu ontem mais de 50 quilos do produto, nas duas bancas que cuida. ?A procura por bacalhau tem sido grande e nós estamos satisfeitos com as vendas?, disse o vendedor. Sururu é opção A grande promessa de venda na Semana Santa é mesmo o sururu. Com preço que varia de R$ 5 a R$ 8, o consumidor tem procurado com freqüência o produto. Josefa Ferreira, que comercializa pescado na balança de Jaraguá, informou que vende cerca de 20 quilos por dia. O sururu também é o mais procurado na balança da Pajuçara, que contabiliza uma comercialização de aproximadamente 40 quilos diariamente. ?A água que fica no fundo da bacia onde está o sururu não pode ser amarelada?, alertou o coordenador da inspetoria de alimentos da Vigilância Sanitária. Pescada, arabaiana e carapeba são os peixes mais procurados e têm preços que variam em cada ponto de comercialização, mas em média custam respectivamente, R$ 5, R$ 15 e R$ 10. Outros itens bastante procurados são o filé de merluza, que custa cerca de R$ 10 o quilo, e a cavala em posta, em média R$ 13 o quilo. Mais caro que o bacalhau, o quilo do camarão branco custa, em média, R$ 23 e o barba-roxa e espigão R$ 13. Mas, segundo vendedores da balança da Pajuçara, apesar do preço a procura é grande. O bredo, tradicional na mesa alagoana durante a Semana Santa, também está sendo bastante procurado por consumidores no Mercado da Produção.