Cidades
Servidor quer parar combate � dengue
REGINA CARVALHO Repórter Dezesseis carros-fumacê, utilizados no combate ao mosquito da dengue, pararam ontem em Maceió. Com a iniciativa, os funcionários da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) pretendem pressionar o governo para o cumprimento da reposição salarial da categoria. ?A gente quer uma definição concreta, porque até agora foi só enganação?, destacou Jogelson Veras, coordenador do Sindicato dos Trabalhadores dos Servidores Públicos Federais de Alagoas (Sintsep). Ontem, os 700 funcionários da Funasa paralisaram as atividades do órgão, que funciona no bairro do Tabuleiro do Martins. ?Não temos previsão para encerrar a paralisação. É preciso que haja uma definição?, disse Veras. À noite, depois de um encontro com a direção da Funasa e Central Única dos Trabalhadores (CUT), os manifestantes resolveram ?dar uma trégua? até a próxima semana, quando esperam a reposição salarial prometida pela Fundação. De acordo com Jogelson Veras, se o governo não conceder a reposição salarial, outros programas da Funasa também serão paralisados. ?Estamos sem a reposição desde 1991 e perdemos cerca de 84,49% do nosso salário?, acrescentou o coordenador. ### URGÊNCIA A coordenação do movimento somente liberou, ontem, o atendimento a casos de urgência, exemplo do trabalho desenvolvido por equipes de saúde em tribos indígenas, realizado pela Funasa. ?Será mantido apenas funcionando essencial na Funasa. Queremos que seja cumprida a ordem judicial, que expõe situação da perda salarial da categoria com os planos econômicos?, disse Veras. Com o impasse, a coordenação do Sintsep resolveu bloquear, queimando pneus, parte da Avenida Durval de Góes Monteiro, no Tabuleiro. Segundo levantamento do sindicato, a Funasa conta com 2.100 funcionários. Desses, cerca de 1.440 tiveram perdas salariais nos últimos anos. ### REPOSIÇÃO Para resolver o impasse com os funcionários da Funasa, o governo terá que desembolsar, segundo a coordenação do movimento, mais de R$ 26 milhões. acordo com Jogelson Veras, Alagoas e Rio de Janeiro foram únicos estados do País a não serem contemplados com a reposição salarial. ?Isso deveria ter sido implantado desde outubro do ano passado?, acrescentou.