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Fam�lias v�o continuar em �rea de risco

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FÁTIMA ALMEIDA Repórter A Prefeitura de Maceió teve que voltar atrás na idéia de substituir a recuperação de 780 casas nas áreas de risco mais atingidas pela chuva de junho de 2004 pela construção de 200 novas casas em áreas menos arriscadas. A secretária municipal da Infra-estrutua, Lourdinha Lyra, foi alertada ontem, por técnicos da Defesa Civil do Ministério da Integração Nacional, que o contrato de repasse de recursos emergenciais, assinado com o governo federal, não permite a redução do número de beneficiados. No entanto, as casas localizadas em áreas de alto risco não serão beneficiadas. Essas famílias terão que esperar outro convênio, com recursos específicos, para que sejam removidas para habitações em áreas mais seguras. ?Não podemos investir recursos na recuperação de casas em áreas de alto risco. Isso o convênio com o Ministério também não permite. E como temos que beneficiar 780 famílias, vamos investir nas áreas onde o risco é menor?, explicou a secretária. Inspeção Ontem, Lourdinha Lyra se reuniu com dois técnicos da Secretaria Nacional de Defesa Social do Ministério da Integração, Celso Mamede e Leopoldo Heitor, que vieram a Maceió fazer a inspeção das obras já realizadas com os recursos emergenciais. Até agora foram liberados R$ 8 milhões, em duas parcelas. A terceira parcela, de R$ 4 milhões, depende do parecer técnico sobre a evolução das obras, a aplicação dos recursos e o benefício social. Mas os técnicos do ministério já afirmaram, como antecipou a Gazeta de Alagoas, que os relatórios estão corretos e as obras em bom andamento, daí que a liberação da terceira parcela está garantida. Até ontem, os técnicos do ministério já haviam vistoriado 17 das 18 obras em andamento. ?Constatamos que houve benefícios sociais e que as obras estão bem feitas e bem encaminhadas. Falta fazer o encontro de informações entre o que foi programado no contrato e o que está sendo executado, para ver se está tudo de acordo?, disse Celso Mamede. O contrato prevê, entre outras coisas, a recuperação do sistema de drenagem do Graciliano Ramos; recuperação das encostas da Ladeira do Óleo, do loteamento Terra de Antares II, da Avenida Pratagy e da Grota Santa Helena; recuperação do acesso a várias comunidades; recuperação de canais, obras de drenagem, construção de 200 novas unidades habitacionais no Benedito Bentes para pessoas que perderam suas casas, e recuperação de outras 780. novas casas De acordo com a secretária Lourdinha Lyra, as 200 novas casas previstas no contrato estão em fase de acabamento para serem entregues conforme cadastro. As outras obras também estão entrando em fase final de realização, mas a recuperação das 780 unidades habitacionais ainda depende da liberação do restante dos recursos. ?Esperamos que cheguem logo, para que possamos concluir?, destacou a secretária. Quanto às famílias que permanecem (e vão continuar) em áreas de alto risco, porque não serão beneficiadas neste momento, a saída, segundo a secretária, é alertar para o perigo e oferecer abrigos sociais provisórios, enquanto se busca um outro convênio de construção habitacional. ?O problema é ninguém quer sair?, diz Lourdinha Lyra.

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