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Trabalhadores da Educa��o v�o �s ruas exigir reposi��o salarial

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| FÁTIMA ALMEIDA Repórter Os trabalhadores da rede estadual de Educação realizaram, ontem, um dia de paralisação e protesto contra a não-implantação, nos salários de março, da reposição negociada na campanha salarial de 2004 para ser implantada este ano. Eles suspenderam as aulas e realizaram uma passeata pelas ruas do Centro de Maceió, saindo da Praça Sinimbu até a sede da Secretaria Executiva de Educação, onde fizeram um ato público. A reposição, que acrescenta aos salários percentuais entre 12% e 21%, segundo a presidenta do Sindicato dos Trabalhadores na Educação (Sinteal), Gislene Lázaro, foi aprovada pela Assembléia Legislativa e sancionada pelo governo do Estado, para ser implantada em março, com outros itens, como o pagamento do retroativo da progressão horizontal; a atualização e pagamento do salário-família; aumento da carga horária de 20 para 25 horas semanais para os professores de atividades (1ª a 4ª série). Morosidade ?Nada disso foi cumprido?, denuncia ela. ?Março já era; abril já está terminando, e nada de folha suplementar?, dizia uma faixa no meio do protesto. ?A categoria quer respostas?, reforça a dirigente sindical, reclamando da ?morosidade do governo? em relação a questões como o concurso público e o chamamento de professores para aumento de carga horária. O secretário da Educação, Maurício Quintella, que estava viajando pelo interior do Estado, com uma agenda de atividades comemorativas ao Dia do Índio, disse, por telefone, que a paralisação do setor não tem razão de ser. Cronograma ?Toda negociação foi feita, o projeto foi encaminhado pela Assembléia Legislativa, aprovado e sancionado no final do mês de março, mas seria humanamente impossível implantá-lo em tão pouco tempo. Não foi definido que seria implantado já em março. Estamos dentro do cronograma e não há motivo para essa paralisação?, assegurou Quintella. O secretário informou que falta, ainda, o enquadramento dos profissionais, e acredita que a implantação deve ocorrer neste mês de abril, mas destacou que todos os procedimentos, nessa etapa, são de responsabilidade da Secretaria da Administração. Na próxima quarta-feira (27), segundo informou a presidente do Sinteal, os trabalhadores da Educação voltam a paralisar as atividades por mais um dia, integrando-se à programação da VI Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública, que começa na segunda-feira, com uma coletiva à imprensa, debates, seminário e diversas outras atividades.

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