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Funcion�rios ocupam Funasa e paralisam combate � dengue

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| FÁBIA ASSUMPÇÃO Repórter Os funcionários da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) decidiram, ontem de manhã, ocupar o prédio do órgão, até que uma comissão que viajou à tarde a Brasília dê uma posição sobre o pagamento de perdas salariais referentes a quatro planos econômicos. A ocupação do prédio ocorreu no último dia do prazo de 72 horas, dado pelo juiz federal Hamilton Malheiros, para que a presidência da Funasa liberasse o pagamento das perdas salariais dos servidores. Cada dia de atraso vai implicar numa multa de R$ 500,00 por funcionário, o que totaliza R$ 720 mil. De acordo com o secretário-geral de Imprensa do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Sintsep), Gerson Hortêncio, havia uma promessa de que o dinheiro entrasse no sistema da Funasa no último dia 18. A informação foi repassada pelo Ministério da Saúde e pela presidência da Funasa, durante conferência no dia 11 com representantes do sindicato e da coordenação da fundação em Alagoas, quando houve outra ocupação do prédio da instituição. Cansados de esperar ?Os funcionários cansaram de esperar e, por isso, decidiram ocupar o prédio até que a comissão que vai a Brasília dê uma posição sobre o pagamento dessas perdas?. A paralisação dos funcionários da Funasa já começou a prejudicar o trabalho de combate à dengue no Estado. Desde segunda-feira, 16 carros fumacê estão parados no setor de almoxarifado da Funasa, em Lourenço de Albuquerque, em Rio Largo. O fechamento do setor compromete também a distribuição do temefor granulado ( substância usada para o combate do mosquito Aedes aegypti) para outros estados do Nordeste. ?Existem 12 municípios do alto sertão que apresentam um índice de infestação do mosquito da dengue acima do recomendado?. Segundo o secretário de imprensa do Sintsep, enquanto permanecer a ocupação do prédio da Funasa, só será garantida, para atendimento de urgência aos índios, a distribuição de medicamentos de uso contínuo. O coordenador da Funasa em Alagoas, Ricardo Valença, lamentou a decisão dos funcionários. A maior preocupação dele é com a paralisação de assistência aos índios, já que os carros que prestam serviços nas aldeias indígenas tiveram os pneus furados. Por causa da ocupação do prédio, Valença disse que desistiu de ir a Brasília, onde iria acompanhar uma comissão formada por representantes do Sintsep para negociar com o Ministério da Saúde e a presidência da Funasa o pagamento das perdas salariais. Ele argumentou que já existem bloqueados R$ 21,5 milhões de programas da Funasa para pagamento dessa ação. Ao todo, a Funasa possui em Alagoas 1.400 funcionários entre ativos e inativos. Com a incorporação das perdas, eles terão um incremento salarial que varia de 47% a 84%.

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