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Ambulantes da orla sofrem reajuste de ocupa��o em 160%

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| CARLA SERQUEIRA FÁTIMA ALMEIDA Repórteres Um susto! Foi essa a reação dos ambulantes e vendedores da orla de Maceió, ao receberem, este mês, o carnê da prefeitura pelo uso do solo: um aumento de 160%, estabelecido por decreto. Praticamente todos os vendedores de acarajé, tapioca e água- de- coco, cadastrados na Associação dos Ambulantes da Orla de Maceió, foram atingidos. Dona de uma barraca de Tapioca há oito anos, Maria Jaqueline, 32, questiona a taxa. Ela paga mensalmente R$ 66. Com o aumento, o valor vai para cerca de R$ 140. ?Não temos banheiro, água, nem um piso adequado para as mesas. Só temos o chão porque pagamos?. E, no final, quem vai pagar mais é o consumidor. ?Se a taxa subir, o jeito vai ser aumentar o preço da tapioca?, disse. A convite da associação, o secretário municipal de Controle e Convívio Urbano, Ednaldo Marques, se reuniu, ontem pela manhã, com os ambulantes. ?Existe um decreto, editado pela gestão passada, estabelecendo esses valores. Tivemos que cumpri-lo?, alegou Marques. Durante a reunião, ele fez questão de dizer que ?a SMCCU não existe para penalizar ninguém?, e prometeu reestudar a situação. ?Há um questionamento sobre os valores cobrados. As pessoas estão alegando dificuldades de pagá-los. Vamos avaliar a situação e saber se o prefeito pode assinar um novo decreto, estabelecendo novas taxas?, disse o secretário. Até lá, a recomendação do presidente da Associação, José Roberto Oliveira, para quem teve os valores elevados, é não pagar e aguardar. ?Estamos recolhendo todos os boletos. Na próxima semana, deveremos ter uma nova reunião com a SMCCU para saber como fica a questão?. Segundo José Roberto, a Associação tem 650 cadastrados, mas ele calcula que o número de ambulantes que atua com alimentos na orla de Maceió chega a ser o triplo. ?Tem muita gente clandestina, não paga taxa nenhuma e ainda atrapalha a vida de quem faz tudo dentro da lei, porque atua sem qualquer capacitação, não dá o tratamento adequado ao lixo que produz e manipula os alimentos de qualquer maneira?, alega José Roberto.

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