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Prefeitura manda aterrar mangue

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| CARLA SERQUEIRA Repórter Mais uma vez, parte de manguezais do Litoral Norte de Alagoas é sacrificada pela ação do homem. Ontem, por volta das 16h, funcionários da Superintendência Municipal de Obras e Urbanização (Somurb) aterraram uma área próxima ao leito do Rio Jacarecica, no bairro de mesmo nome. O aterro, segundo os moradores, foi feito para dar passagem à máquina de drenagem da prefeitura, solicitada pela comunidade para desobstruir as águas do rio. ?Quando chove, o rio transborda e as casas ficam cheias de água e lixo?, explicou Mário Jorge Sampaio, 49, funcionário público e morador da região. O engenheiro da prefeitura responsável pela equipe que realizava a limpeza na margem do rio, Erikson Araújo, afirmou que havia recebido autorização do Instituto do Meio Ambiente (IMA). No entanto, o IMA disse não ter tomado conhecimento do fato e prometeu que nesta quinta-feira vai fazer um levantamento na área para identificar os impactos causados e autuar os responsáveis. ?O IMA vai agir de acordo com a lei. Programamos estar amanhã com uma equipe, vistoriando o local?, disse o fiscal do IMA, Ricardo César. Segundo ele, o Rio Jacarecica vem sofrendo inúmeras agressões. Além dos dejetos que são lançados diretamente das casas no rio, moradores da região estão jogando entulhos nas águas, prejudicando seu curso natural. ?Existem denúncias, vamos investigar. A gente vai pegar pesado. Já notificamos algumas pessoas, mas o problema parece que continua. Amanhã [hoje] faremos o levantamento e quem estiver desobedecendo a legislação, será punido?, afirmou Ricardo César. Aterro no Francês A Praia do Francês também vem sofrendo com a degradação do meio ambiente. Por volta das 12h de ontem, o Instituto do Meio Ambiente embargou uma obra, no lado norte do Francês, por não apresentar a licença do IMA. ?Chegamos lá e tinha um trator aterrando área de restinga?, disse Ricardo César, sem revelar o nome do proprietário. ?Ainda não temos informações suficientes sobre o proprietário?, explicou, afirmando que o trator foi apreendido e uma nota de embargo foi deixada com os responsáveis da obra, além de uma autuação para o proprietário comparecer à sede do IMA, em Maceió, para prestar esclarecimentos. ?Qualquer intervenção na área costeira é passível de licença ambiental, e a obra não possuía o documento?, avaliou o fiscal do IMA, Ricardo César. Segundo ele, o proprietário vai responder por crime ambiental e administrativo.

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