app-icon

Baixe o nosso app Gazeta de Alagoas de graça!

Baixar
Nº 5655
Cidades

POLÍCIA CIENTÍFICA INICIA CADASTRO DE ARMAS E PROJÉTEIS NO SINAB

Equipamento permite realização de exame de comparação balística com elementos de munição nacionais

Por Da Redação | Edição do dia 21/11/2023 - Matéria atualizada em 21/11/2023 às 04h00

A Polícia Científica de Alagoas começou recentemente a cadastrar armas, projéteis e estojos de munições no Sistema Nacional de Análise Balística (Sinab), rede composta por todos os órgãos estaduais de perícia criminal e da Polícia Federal com o objetivo de fornecer informações estratégicas para auxiliar investigações e correlacionar crimes com armas de fogo em todo o país.

O perito criminal Paulo Rogério, administrador da participação estadual no Sinab, explicou que ao entrar para o sistema nacional, a perícia alagoana dá um importante passo na elucidação de crimes contra a vida. Dados estatísticos apontam que a maioria dos casos de homicídio, feminicídio e latrocínio é cometida com emprego de armas de fogo, sendo os vestígios balísticos fundamentais para a elucidação desses crimes.

“O Sinab interligou todos os estados do Brasil, formando uma grande rede de banco de dados, permitindo o intercâmbio de informações entre eles e a comparação de perfis balísticos. Ou seja, agora os peritos daqui podem interagir com outras centrais do sistema, aumentando as chances da identificação de arma usada em crime e, consequentemente, o autor do delito”, explicou o administrador do banco estadual.

Para integrar o banco de dados, o Instituto de Criminalística alagoano recebeu três estações de trabalho do governo Federal avaliadas em R$ 3,6 milhões, tendo os peritos criminais do Laboratório de Balística Forense passado por um treinamento para utilizar a nova tecnologia, um sistema automatizado de identificação de armas de fogo chamado de Integrated Ballistics Identification System (IBIS).

“Ao fazer parte desse projeto nacional, estamos ampliando a efetividade dos exames de balística, agilizando a análise pericial, possibilitando a correlação entre locais de crime por meio da balística. O uso dessa nova tecnologia irá permitir elucidar vários crimes”, disse Paulo Rogério.

Mais matérias
desta edição