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MP mant�m limpeza e recebe den�ncias de aterro irregular

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| FELIPE FARIAS Repórter Só em quinze dias o Ministério Público Estadual (MPE) poderá ter uma conclusão sobre a limpeza da foz do Rio Jacarecica, denunciada como violação ambiental. O anúncio foi feito pelo promotor Alberto Fonseca, do Núcleo de Meio Ambiente do MPE, que fez ontem uma inspeção técnica no local. A vistoria foi acompanhada por moradores da localidade - que defenderam a limpeza, mas denunciaram violações em outros pontos, como o aterro de uma área antes da ponte da AL-101-Norte - e por representantes da Prefeitura, que manifestaram interesse de transformar a área aterrada em opção de lazer para os moradores, ou o recolhimento do aterro para atividades de interesse do município. O promotor estava acompanhado do perito ambiental Maurício Cerqueira, que assessora o Núcleo de Meio Ambiente do MPE e fará uma investigação para definir como se deram as intervenções na região e se elas são ou não negativas para o ecossistema. ?Isso será como a perícia de um crime: vamos investigar detalhes, que vão das plantas dos loteamentos às escrituras, a consultas a imagens de satélite da região?. Segundo ele, o trabalho levará pelo menos três meses e servirá de base para uma decisão definitiva do promotor. Mas, bem antes disso, segundo Fonseca, ele vai se pronunciar sobre a limpeza. Até lá, o trabalho continua. ?Em tese, não constatamos má-intenção nessa limpeza?, disse Cerqueira. Autorizadas O secretário municipal de Meio Ambiente, Ricardo Ramalho, confirmou que a limpeza foi autorizada e negou haver dano ambiental. ?Não houve retirada de mangue, até porque aquela vegetação não era mais de mangue e, sim, exótica [não era parte do ecossistema original], como amendoeiras?, informou. Os moradores defenderam a continuidade da limpeza, para alargar o leito. Segundo eles, única forma de afastar a ameaça de o rio inundar o bairro, na próxima estação chuvosa. Eles disseram que nos temporais do ano passado, houve casas que ficaram com 1,60m de água. ?E na época não havia o projeto da macrodrenagem?, lembraram. Instalado para evitar inundações numa região do Tabuleiro, o projeto capta água de várias localidades e a despeja no leito do Rio Jacarecica. Durante a vistoria, os moradores denunciaram que a real violação sofrida pelo rio foi o estreitamento de sua calha, por aterro depositado aleatoriamente. Cerca de 300m foram ocupados por restos de construção.

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