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Sa�de improvisa com 6 leitos

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| REGINA CARVALHO Repórter No primeiro dia depois da suspensão do serviço de internamentos em decorrência da superlotação dos leitos das UTIs Neonatais públicas, gestantes ainda faziam fila para atendimento na maternidade Santa Mônica, que continua sem receber pacientes. Ontem, após reunião entre os secretários municipal e estadual de Saúde, João Macário e Kátia Born, ficou determinado que o Hospital São Rafael cederá seis leitos da Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) e mais dois da UTI para atendimento a pacientes de alto risco. ?A partir de amanhã [hoje], a maternidade do São Rafael estará disponibilizando os leitos?, disse a secretária Kátia Born. Paliativo Ela admite que a solução encontrada é apenas paliativa. ?Para resolver esse problema de vez, somente com a ampliação dos hospitais?, informou. Ela disse acreditar que outra saída para resolver o problema é fazer com que o Hospital Universitário (HU) atenda apenas pacientes de alto risco. ?Se a Santa Casa também ceder quatro leitos, desafogaremos a Santa Mônica?, acrescentou Kátia Born. Ontem, a UTI Neonatal contava com 14 bebês, quando a capacidade é de apenas 11. A Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) está com 46 crianças, enquanto a capacidade é de 36. ?Essas crianças estão em locais inadequados, como na ante-sala?, afirmou a diretora-geral da maternidade Santa Mônica, Laura Dantas. pacientes despejadas Segundo a diretora, ainda ontem ambulâncias vindas do interior deixavam pacientes na entrada da maternidade. ?Eles não perguntam nada. Chegam e largam a paciente. O que precisa é que a paciente passe pela rede básica de saúde e, depois de detectado o risco, possa ser encaminhada à maternidade?, disse. Nem mesmo a triagem para avaliar se a paciente tem problemas que possam comprometer o parto está sendo realizada pela Santa Mônica. ?Estamos fechados. A gente perdeu até a capacidade de fazer triagem?, destacou a diretora-geral. ?Não cabe a nós encaminhar a paciente; isso é uma função do gestor público?, ressaltou. Com problema de pressão alta e grávida pela segunda vez, Poliana da Silva, 18 anos, é considerada uma paciente de alto risco e deveria receber atendimento na Maternidade Escola Santa Mônica. A gestante, que é moradora do Benedito Bentes, procurou ontem a Santa Mônica para realizar o exame de ultra-sonografia, já que seu parto acontecerá em poucos dias. Avisada de que o atendimento foi suspenso, ela lamentou: ?O médico me disse que meu parto seria aqui. Como vai ser agora??. O primeiro parto de Poliana também foi feito na Santa Mônica, há três anos, quando ela já apresentava problema de pressão alta. ?Na época, me transferiram para cá, e agora estava acertado que meu parto seria aqui outra vez?, acrescentou. Assim como Poliana, outras pacientes procuraram ontem a unidade, no primeiro dia depois da suspensão do serviço de internamentos em decorrência da superlotação. A Gazeta tentou contato com o secretário municipal de Saúde, João Macário, mas seu celular estava desligado. Ele também não foi encontardo no seu gabinete.

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