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Trabalhadores da Educa��o em Arapiraca cobram 20% de reajuste

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Sucursal Arapiraca - Representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Alagoas (Sinteal-Agreste) reuniram-se ontem à tarde com o prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa (PMDB), para cobrar reajuste salarial de 20% para os mais de 1.300 professores da rede municipal de ensino. Os educadores argumentam que os salários estão defasados e que, em alguns casos, não cobrem as despesas de professores que precisam se deslocar para lecionar em escolas afastadas do centro da cidade. Segunda a professora Juracilene Ramos, presidente do Sinteal-Agreste, em 2004 os professores de Arapiraca não receberam reajuste, mas sim uma compensação financeira referente à progressão horizontal, que prevê correção salarial com base no tempo de serviço de cada funcionário. ?A compensação variou entre 10% e 15%. Houve recuperação da progressão horizontal, mas não houve aumento efetivo no salário?, explica Juracilene Ramos. Os educadores saíram do encontro sem decisão quanto ao pedido de reajuste salarial. Segundo apurou a Gazeta de Alagoas, o prefeito Luciano Barbosa propôs a formação de uma comissão mista de representantes do Sinteal e da Secretaria Municipal de Educação. O objetivo é fazer uma análise do impacto sobre a folha salarial, para que seja definido se o município tem ou não condições de conceder o reajuste, que se baseia no repasse de recursos do Fundo de Desenvolvimento e Valorização do Magistério (Fundef). De acordo com o núcleo regional do Sinteal, os repasses do Fundef para o município tiveram reajuste variável entre 16% e 18%. Os professores de Arapiraca também defendem uma revisão do Plano de Cargos e Carreira (PCC), conjunto de normas cujas modificações só podem ocorrer mediante aprovação da Câmara de Vereadores. O PCC tem dois pontos considerados polêmicos: acréscimo de 25% ao salário do professor que trabalha na zona rural e concessão de reajuste com base em avaliação de desempenho. ?Cobramos o reajuste de 25% para professores que trabalham em localidades cujas escolas ainda não estão incluídas na relação de difícil acesso?, explicou a presidente do Sinteal/Agreste. Os educadores também prometem voltar ao Poder Legislativo para cobrar dos vereadores mudanças no projeto de gestão democrática para escolha dos diretores das unidades escolares. Eles defendem maior participação da categoria na comissão eleitoral. |MM

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