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Superlota��o atinge maternidade do HU

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REGINA CARVALHO Repórter Com a suspensão dos internamentos na Maternidade Escola Santa Mônica, o Hospital Universitário (HU), referência de atendimento a pacientes do interior do Estado, ?ameaça fechar as portas? de sua maternidade. A direção do HU já anunciou que, caso o problema da superlotação não seja solucionado nos próximos dias, o hospital deixará de atender gestantes e bebês de alto risco. ?Nossa capacidade está totalmente esgotada. O socorro às maternidades tem que ser feito o mais rápido possível, porque senão teremos que fechar?, avisou o diretor do HU, Sebastião Praxedes. As pacientes com gravidez de baixo risco, antes atendidas no HU, estão sendo encaminhadas para outros hospitais. ?Devido à superlotação, só estamos atendendo alto risco?, disse Praxedes. Sessenta e quatro gestantes de alto risco estão internadas no Hospital Universitário, mas a capacidade oferecida pela unidade é de apenas 60. A superlotação atinge, principalmente, a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, onde estão 17 bebês, mas deveriam estar apenas 10. ?Na UCI [Unidade de Cuidados Intermediários] também há problema. A capacidade é para 12 bebês, mas já temos 13 internados?, declarou o diretor do HU. Praxedes informou que as gestantes de baixo risco estão sendo encaminhadas, principalmente, para os hospitais Santo Antônio, São Rafael e a antiga Paulo Netto, em Maceió. De acordo com ele, um dos principais problemas enfrentados pelo HU é a falta de ambulâncias. ?Estamos vivendo uma situação de estrangulamento. Não temos como fazer o encaminhamento das pacientes para os hospitais. Aconselho que elas procurem diretamente os hospitais?, informou Praxedes. A direção do hospital informou que muitas grávidas de baixo risco do interior chegam diariamente ao HU, mas elas poderiam ser atendidas em outros hospitais. ?Por dia chegam, no mínimo, dez mulheres em trabalho de parto. Sabemos que um número expressivo dessas grávidas vem de outros municípios procurar atendimento aqui?, acrescentou. Sebastião Praxedes disse que é fundamental uma ação conjunta dos governos estadual e municipal no intuito de encontrar uma solução para o problema. ?O Estado tem que observar o interior, para que essas pacientes possam ser atendidas também em seus municípios?, esclareceu. Caos Em Alagoas, existem apenas 29 leitos de UTI neonatal, mas o ideal seriam pelo menos 60, e existem 62 leitos de UCI, quando o suficiente deveria ser 180. Praxedes alerta que novos leitos em outros hospitais de Maceió apenas amenizam o problema da maternidade, mas não desafogam as UTIs neonatais. ?Temos poucas UTIs?, ressaltou Praxedes. ?Ambulâncias do interior chegam e deixam as pacientes aqui?, informou Laura Dantas, diretora da Maternidade Santa Mônica. De acordo com ela, não existe previsão de quando o atendimento será retomado. A capacidade da Santa Mônica é de 11 leitos na UTI, mas está com 15 bebês. Na UCI, a situação também é complicada: quarenta e quatro recém-nascidos, numa unidade onde só cabem 36.

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