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Estado acionar� quem vendeu lotes

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FELIPE FARIAS Repórter Os corretores de imóveis que estão intermediando a venda de terrenos próximos à favela da Emater II serão denunciados à polícia, ao Ministério Público e ao Conselho Regional da categoria, o Creci. Os terrenos, destinados à construção de casas populares, estão sendo comercializados para a construção irregular de mansões, cujos moradores fecharam o acesso à favela para fazer um condomínio fechado. O muro que delimitaria o condomínio impediu o acesso de moradores à única fonte de água da comunidade, o que os fez abrir um buraco na estrutura. A denúncia do caso à esfera criminal foi confirmada pelo secretário-geral de governo, Germano Rigueira, que teve reunião com os moradores, ontem. ?O Estado vai empreender todos os esforços possíveis para que o terreno seja usado para a construção das casas populares?. O terreno pertencia ao Estado, mas em 1976 foi cedido à extinta Companhia de Habitação (Cohab) para a construção das casas. Em vez disso, porém, foi ocupado pelas mansões irregulares, por causa da vista privilegiada. Rigueira informou ainda que o Estado já possui ações de reintegração de posse contra alguns dos moradores das mansões. ?E por meio da companhia que incorporou o patrimônio da Cohab, ainda estamos impetrando outras ações?. guarita demolida A garantia do secretário de governo foi dada durante reunião com representantes dos moradores e da ONG que fez a denúncia, o Centro de Educação Ambiental São Bartolomeu (Ceasb), que atua junto aos moradores da favela, num projeto de reciclagem de lixo. A maioria das 251 famílias é de catadores que trabalham no depósito de lixo de Jacarecica, o lixão. A coordenadora do Centro, Ana Lúcia Menezes, informou que ontem foi demolida a guarita que já compunha o que seria a estrutura de delimitação do condomínio fechado, pretendido pelos moradores das mansões irregulares. ?Pelas informações dos moradores, a demolição foi promovida por equipes da prefeitura?. ?O Estado já determinou que seja feita a avaliação do terreno, para que possa destiná-lo para a construção das casas populares?, informou o secretário.

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