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Interior tem apenas oito UTIs neonatais

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REGINA CARVALHO MAIKEL MARQUES Repórteres O diretor do Hospital Universitário (HU), Sebastião Praxedes, afirma que o problema não está apenas nas UTIS neonatais, mas na falta de equipamentos: o hospital não dispõe de ambulâncias suficientes para fazer o transporte de pacientes. ?Não temos veículos suficientes para encaminhar as pacientes para outros hospitais?, disse Praxedes. Para ele, a situação atual do HU é de estrangulamento, ?bem como de todo o Estado?. Alagoas dispõe de apenas 29 leitos destinados a UTIs neonatais. Entretanto o ideal, de acordo com o diretor, seriam pelo menos 60 leitos. ?Além disso, temos apenas 62 vagas nas Unidades de Cuidados Intermediários (UCIs), mas deveriam ser 180 para atender à demanda?, acrescentou Praxedes. As medidas anunciadas pelas secretarias estadual e municipal de Saúde para amenizar o problema, como a disponibilização de leitos nos Hospitais Santo Antonio, São Rafael e a antiga Paulo Netto (atual hospital Sanatório), não vão resolver o problema das UTIs neonatais, segundo o diretor do HU: apenas diminuir a superlotação nas maternidades. No interior A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal do Hospital Regional Santa Rita, em Palmeira dos Índios - a única entre todos os municípios do interior alagoano - não tem condições de receber bebês prematuros de alto risco. Seus oito leitos estão superlotados. A UTI do Santa Rita é a única do interior de Alagoas destinada aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Os oito leitos do Santa Rita foram instalados há pouco mais de três anos para atender as mães de mais de 50 municípios do Sertão e Agreste e que dão à luz bebês prematuros. Médicos consultados pela Gazeta de Alagoas afirmam que o elevado custo para manutenção de um bebê prematuro por mais de dez dias é um dos motivos pelos quais não há expansão do serviço nos hospitais públicos do interior. Serviço de luxo ?UTI neonatal é considerado serviço de luxo. Os custos são muito altos e o Sistema Único de Saúde (SU) não cobre todas as despesas com internamento?, diz um médico consultado. O diretor do Hospital Regional Santa Rita confirma as dificuldades de manutenção dos oito leitos de UTI neonatal. Ele afirma que os custos de internação de um bebê por até 60 dias podem chegar a até R$ 20 mil. ?O serviço nos enobrece enquanto instituição filantrópica, mas os custos são elevados e costumam dificultar as finanças do hospital, e o pagamento da mão-de-obra, com profissionais e com fornecedores, precisa ser feito rigorosamente em dia?. O Hospital Santa Rita também enfrenta dificuldades operacionais. Segundo apurou a Gazeta, uma delas é a ausência de um medicamento chamado sufactante, utilizado para o desenvolvimento ou maturação dos pulmões do bebê prematuro. Uma única ampola do medicamento teria custo acima de R$ 1 mil. Pacientes de alto-risco e que dependam da alimentação parenteral teriam dificuldade de receber assistência adequada nos hospitais.

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