Cidades
AL vai ter mais 34 leitos neonatais
Depois da falta de vagas nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) Neonatais de Alagoas ter virado notícia em rede nacional de televisão e forçado uma mãe parir, ontem, num sofá do Hospital Universitário (HU), a secretária estadual de Saúde, Kátia Born, resolveu unir-se às secretarias municipais e ampliar o número de leitos nos hospitais da capital e do interior. Ao todo, serão criados mais 34 leitos em Alagoas. A decisão foi anunciada ontem, no início da noite, após a secretária Kátia Born se reunir com representantes do Sindicato dos Hospitais, Assembléia Legislativa, Sociedade Alagoana de Pediatria, além de diretores dos hospitais de Palmeira dos Índios, Arapiraca e Maceió. A reunião ocorreu durante toda a tarde, na sede da Secretaria Estadual de Saúde, em Jaraguá. Leitos no interior Em caráter de urgência, o Hospital Regional de Palmeira dos Índios, o único no interior de Alagoas que tem UTI neonatal, vai ter a sua estrutura ampliada de três para oito leitos. Em quarenta dias, mais dois leitos serão criados, ficando a Unidade com um total de dez. Arapiraca, a segunda maior cidade do Estado, não possui estrutura para realizar partos de risco. Este fato é a principal explicação para a superlotação das maternidades da capital. A promessa é que uma UTI neonatal com dez leitos seja implantada na cidade, também no prazo de quarenta dias. Em Maceió, os hospitais do Açúcar e Santo Antônio vão receber seis leitos, cada um, para atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS), e o São Rafael mais dois; além de outros seis leitos na Unidade de Cuidados Intermediários (UCT). De acordo com a secretária Kátia Born, Alagoas vai estar próximo de atingir a meta instituída pelo Ministério da Saúde, que definiu o mínimo de 60 leitos em UTIs neonatais para o Estado. ?Não quero mais nenhuma criança morta em Alagoas. Se existe algum hospital particular que tem UTI, nós vamos utilizar durante os 40 dias, enquanto as UTIs ficam prontas?, afirmou a secretária. Sengundo ela, a maternidade Santa Mônica continua recebendo gestantes de alto-risco. ?A direção da Santa Mônica está fazendo uma triagem mais rigorosa. Os casos que não necessitarem de UTI, serão transferidos para o Hospital Paulo Neto?, afirmou Kátia Born, ressaltando que o Hospital Universitário também continua com os antendimentos, em parceria com as maternidades Santa Mônica e Paulo Neto. Sétimo lugar O presidente do Sindicato dos Hospitais de Alagoas, Humberto Gomes de Melo, informou que o Estado ocupa o sétimo lugar no ranking da precariedade das maternidades no Brasil. ?Estamos bem atrasados, mas confiantes de que, com este pacto entre o Estado e os municípios, vamos reverter este quadro?, revelou, acrecentando que os leitos que serão instalados nos hospitais particulares vão ser permanentes. ?O Hospital do Açúcar estava passando por dificuldades para concluir a instalação de seis leitos e precisava de recursos em torno de R$ 300 mil; mas ontem, a secretária Kátia Born, junto com o secretário municipal João Macário, encontrou uma forma de arcar com os custos?, garantiu Humberto Gomes. Manutenção A manutenção dos leitos que serão criados ficará a cargo das secretarias municipais e da Secretaria Estadual de Saúde. ?O hospital regional de Palmeira dos Índios passa por uma situação gravíssima e não é só na UTI neonatal. Mas nós entendemos que a secretária está com boa vontade e vai encontrar uma solução?, revelou Humberto Gomes, lembrando ter pedido uma intervenção urgente da secretária Kátia Born no município que, hoje, é o único que possui leitos para receber gestantes de alto-risco. |CS