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MP move A��o Civil contra empresa por constranger cliente

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REGINA CARVALHO Repórter Com base em denúncias formalizadas no Ministério Público Estadual, a Promotoria Especializada da Defesa do Consumidor resolveu mover Ação Civil Pública contra o supermercado atacadista Makro, por ferir o Código do Consumidor. A promotoria pede na Ação Civil Pública que a Justiça tome providências para impedir a fiscalização indevida em compras realizadas por consumidores do supermercado, localizado no Tabuleiro do Martins. De acordo com a promotora Denise Guimarães, além das denúncias já formalizadas, inúmeros consumidores reclamaram do comportamento de funcionários do supermercado, que insistem em realizar fiscalização nas compras já efetuadas. ?Os consumidores se sentem constrangidos ao terem suas compras vistoriadas. Alguns chegam a ligar para gente e perguntam se a atitude do supermercado está correta?, informou a promotora. Denise Guimarães ressaltou que, por duas vezes, ouviu em audiência de conciliação, responsáveis pelo estabelecimento, mas que ?eles se mostraram irredutíveis?. ?Tentamos orientá-los para que eles se adequassem, mas disseram que essa atitude é praticada em todos os supermercados da rede?, disse a promotora. Irritada Uma das consumidoras a denunciar formalmente o Makro, a advogada Marié Miranda, disse que ficou irritada com a atitude de alguns funcionários do supermercado. ?Já fui abordada duas vezes por eles. Uma vez eu já estava na porta, quando eles vieram revistar minhas compras. Fiquei muito revoltada, por isso fiz a denúncia. Essa é uma situação mais que constrangedora, é revoltante?, declarou a advogada. A promotora Denise Guimarães esclareceu que a direção do estabelecimento deveria atender de forma diferenciada aos clientes que compram em varejo. ?Tudo bem que eles façam isso com os atacadistas, mas compras no varejo não deveriam ser fiscalizadas?, informou. Uma das funcionárias do supermercado, identificada apenas como Fátima, esclareceu que existem no País 57 filiais e todas operam da mesma forma. Segundo Denise Guimarães, na primeira audiência realizada, a direção do estabelecimento pediu prazo para se adequar às normas estabelecidas no Código de Defesa do Consumidor; mas que, no segundo contato com o MP, os responsáveis pela loja informaram que a abordagem aos clientes é uma prática constante nos supermercados da rede. A Gazeta tentou contato com a direção do estabelecimento, mas não conseguiu. A funcionária Eliane pediu que retornássemos à ligação em 10 minutos para ouvir a diretoria. Entretanto, a reportagem tentou por uma hora o contato e não obteve informações. Até mesmo o número de telefone de uma das principais filiais em São Paulo foi negado pelos funcionários da rede de supermercados.

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