Cidades
Moradores da favela temem rompimento de rede el�trica
O decreto de estado de emergência para a favela Sururu de Capote prevê, em um parágrafo único, que a medida poderá ser prorrogada até a conclusão da construção de casas populares no Tabuleiro, para remoção dos moradores da região da lagoa. Entre os argumentos legais utilizados pelo governo para decretá-lo, está a própria legislação federal de fevereiro último, que regulamenta a situação e um levantamento realizado no local, a pedido do próprio governador. Entre as situações encontradas no local, que justificariam a medida, estão a proximidade de uma via de grande fluxo, com riscos para os moradores; a construção dos barracos sob as torres de transmissão, a falta de saneamento e o grande número de ligações clandestinas de energia, além da previsão de mais chuva. Medo constante ?A gente vive constantemente com medo. De cheia, de choque, de rato e de escorpião?, comparou a doméstica desempregada Maria Ferreira da Silva, que ocupa um dos 24 barracos que restaram embaixo da torre. Num dos estreitos corredores entre os casebres, ela adverte à equipe da Gazeta para não se aproximar de um telhado que chega à altura da cabeça de uma pessoa de estatura mediana. O motivo está na causa do risco mais comum presente na comunidade: o de choques elétricos decorrentes das ligações clandestinas. Com a chegada da estação chuvosa, eles dizem que o temor passa a ser de rompimento de um dos cabos de alta-tensão sustentados pela torre, que dá nome à favela. Na favela havia 54 barracos, mas a maioria foi demolida depois que os moradores foram transferidos para três conjuntos também no bairro do Tabuleiro do Martins. |FF