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Greve de servidores abre nova crise

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Funcionários do Laboratório Industrial e Farmacêutico de Alagoas (Lifal) paralisaram as atividades ontem em protesto contra atrasos salarial e do repasse de cestas básicas a funcionários, além do não-pagamento pela produtividade de trabalho. Diante das fragilidades do laboratório já denunciadas pela imprensa, a exemplo do que aconteceu no mês passado, quando foi realizada incineração de medicamentos de alto custo e detectado que lotes de remédios estavam encalhados, os funcionários temem que o Lifal seja privatizado. Mesmo com o anúncio da tesouraria do Lifal de que o salário atrasado, referente ao mês de abril, será pago num prazo de até 48 horas, os funcionários resolveram manter a paralisação das atividades que atingiram o setor administrativo e de produção de medicamentos. Convênio Uma das principais reivindicações, segundo o sindicato da categoria, é que não foram incorporados aos salários dos funcionários do laboratório os recursos conseguidos através do convênio firmado com o Ministério da Saúde (MS). O tesoureiro Ronaldo Cavalcante ressaltou que o valor total do convênio ultrapassa R$ 5 milhões, mas que o Ministério da Saúde liberou apenas 20%. ?Parte desse dinheiro deveria ter saído no mês passado. O restante do valor ainda não tem prazo para ser repassado para o Lifal?, informou o tesoureiro. ?A gente trabalhou dia e noite para cumprir o pedido feito pelo ministério, inclusive nos feriados. A direção assumiu que pagaria tudo que está devendo?, disse o funcionário do Lifal Adauri Amaro da Silva, referindo-se à sobrecarga de trabalho exigida para a produção de medicamentos anti-retrovirais, utilizados no combate à Aids e que foram enviados para o MS. Cento e vinte funcionários trabalham no Lifal e mais 60 foram cedidos pela Companhia Alagoana de Recursos Humanos e Patrimoniais (Carhp). ?A direção impediu que uma funcionária da Carhp aderisse a nossa manifestação. Ela passou mal ontem e teve que ser atendida no hospital?, declarou Marcilene Rocha, auxiliar de laboratório. Produtividade Paulo Roberto dos Santos, do sindicato da categoria, destacou que o valor devido em produtividade de trabalho pelo Lifal a funcionários chega a 25% do salário. ?Esse dinheiro refere-se ao ano passado. Só vamos sair daqui quando pagarem todos os nossos direitos?, acrescentou o sindicalista. PM A Polícia Militar (PM) foi acionada pela direção do Lifal, mas não interferiu na manifestação. ?Fomos acionados para observar a manifestação e garantir a ordem?, disse o capitão da Polícia Militar Antonio Casado. Hoje, às 10h30, uma comissão de funcionários e a direção do Lifal estarão reunidos para discutir a pauta de reivindicações da categoria. O sindicato informou que a paralisação continua até o pagamento ser efetuado. ?Somente depois dessa reunião saberemos se vamos continuar ou não com a paralisação, porque até agora só foi atendida parte das nossas reivindicações. Isso é um absurdo e não pode ocorrer?, declarou Paulo Roberto, do sindicato da categoria.

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