Cidades
Pais pedem reforma em escola com 45 anos
REGINA CARVALHO Repórter Construída em 1964, a Escola Estadual Ovídio Edgar de Albuquerque, que fica no Tabuleiro do Martins, nunca recebeu reforma ampla e por isso foi motivo da revolta de estudantes, professores e pais de alunos. Na manhã de ontem eles bloquearam, por quase uma hora, a Avenida Durval de Góes Monteiro, provocando congestionamento no Tabuleiro. Além da falta de estrutura do prédio, de quase 45 anos, onde foram realizados apenas alguns reparos, professores e principalmente pais de alunos reclamam da violência dentro e em localidades próximas à escola. ?O teto de uma sala de aula desabou há duas semanas?, denunciou a professora Mara Lúcia Ferreira Lima. Ela informou ainda que na última terça-feira dois alunos entraram armados com revólveres na escola. ?Minha filha chegou em casa com um corte no braço, provocado por um canivete de outra aluna que fazia a ponta do lápis dentro da sala. Até os vigias da escola têm medo dos marginais?, informou Raquel Francisca da Silva, mãe da estudante Ana Paula da Silva, de 9 anos. Mikael Tales de Lima, 12 anos, mostrou o ferimento no braço que, segundo ele, foi provocado por alunos da escola que estavam ?brincando? com um canivete no galpão em frente a unidade escolar. Estrutura comprometida A diretora da Escola Estadual Ovídio Edgar de Albuquerque, Ana Paula Marques denunciou a falta de estrutura do prédio, comprometida principalmente por infiltrações nas paredes e vazamentos. ?As linhas estão cedendo. Não há condições de a escola funcionar desse jeito?, declarou a diretora. Em decorrência dos problemas, com ameaça de o teto desabar sobre os alunos, as aulas foram suspensas há 15 dias. Cerca de 2 mil alunos foram remanejados para um prédio do lado da escola, que foi alugado pela Secretaria Estadual de Educação. Entretanto, 1800 alunos do Ensino Fundamental estão sem aula. Avaliação O engenheiro José Kleber de Oliveira, da Secretaria Extraordinária de Educação, esteve na escola no final da manhã de ontem, para fazer uma avaliação da estrutura física do prédio e encaminhar o levantamento para o secretário Maurício Quintella. Maria Helena Vieira, mãe de dois alunos que estudam na Escola Ovídio Edgar, informou que um ventilador de teto caiu e atingiu uma aluna da escola pública, há duas semanas. ?Queremos a reforma da escola, mas também não queremos que os alunos percam mais aulas?, explicou.