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Chuva reduz clientes na orla mar�tima

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BLEINE OLIVEIRA Repórter A clientela das tapioqueiras, vendedores de coco verde, acarajé, cerveja, e principalmente do pessoal que aluga cadeiras de praia, diminuiu em mais de 80% nos últimos dias, de acordo com avaliação dos próprios vendedores. A causa, segundo eles, é a chuva que cai em Maceió, afastando também os turistas que chegam crentes de que ?na capital do sol?, o astro-rei jamais se ausenta. ?Infelizmente as vendas caíram muito além do previsto?, diz Roseane de Araújo Silva, diretora-financeira da Associação dos Prestadores de Serviço da Orla Marítima de Maceió (Aspssom). Na avaliação dela, os maceioenses, principais consumidores, ?não saem de casa em período de chuva, até porque a cidade fica intransitável, com ruas alagadas e trânsito difícil?. Sem clientes, o consumo diminui a ponto de alguns, como a vendedora de acarajé Iranilda Silva, começar a acumular dívidas. ?Sem ganhar, compramos fiado o refrigerante e a cerveja. E se depois não vendermos?? , indaga, ilustrando o momento difícil que atravessa. Todos perdem Com mais de 15 anos vendendo tapioca na orla, Rosimeire Macena Santos revela que ?o turista vem pouco e menos ainda nesse período?. Quando não chove, Rosimeire costuma vender até 300 tapiocas por dia, número que caiu para 50 unidades. ?Nessa chuva todo mundo perde?, reclama Roberto da Silva, que vende coco na Ponta Verde. A falta de consumidor para os vendedores da orla traz prejuízos para depósitos de bebidas e lojas de frios (queijos), que vêem seus clientes sumirem.

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