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Padarias amea�adas de fechar as portas por poluir ambiente

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FÁBIA ASSUMPÇÃO Repórter A Secretaria Municipal de Proteção ao Meio Ambiente (Sempma) está fechando o cerco contra as padarias que provocam poluição ao ar - por causa da queima de madeira para os fornos. Em alguns casos, as padarias provocam também poluição sonora e possuem ligações clandestinas de esgotos. Cerca de 20 panificações já foram notificadas pela Sempma devido a esse tipo de irregularidade e pelo menos oito estão prestes a ser interditadas, caso não regularizem a situação. De acordo com o coordenador de Fiscalização da Sempma, Joaquim dos Santos, antes de partir para punir as padarias em situação irregular, a secretaria vai investir no trabalho educativo e de orientação aos panificadores. Ele salientou que um dos problemas mais graves identificados é a utilização de madeira de restos de construção para uso nos fornos. ?Muitas dessas madeiras se apresentam com tintas ou outro tipo de substância tóxica, que pode ser expelida no ar com a queima da madeira ou até mesmo provocar contaminação no pão?. Ele acrescenta que também não é permitido o uso de madeira proveniente da mata atlântica. Para o presidente da Associação dos Panificadores do Estado de Alagoas, José Olindino Matos Filho, o trabalho que está sendo realizado pela Sempma é positivo. Mas ele diz que a fiscalização deve atingir todas as padarias indiscriminadamente. ?Geralmente, os órgãos como Secretaria da Fazenda e Vigilância Sanitária, quando são acionados, não fiscalizam as padarias que estão em situação irregular?. Segundo José Olindino, existem hoje em Maceió cerca de 800 padarias, pelo menos a metade é clandestina. Além de não cumprirem com as normas ambientais, as padarias clandestinas fazem uma concorrência desleal com as que cumprem com o pagamento dos impostos. Com isso, elas conseguem vender o pão por apenas R$ 0,10, quando o custo de produção do quilo do pão chega a R$ 4,60. O presidente da Associação dos Panificadores ressalta que os donos de padaria enfrentam uma carga tributária muito pesada. Além disso, arcam com o pagamento do IPTU e taxas da Vigilância Sanitária e de Pesos e Medidas, para medição das balanças. Isso sem contar a tabela do Imposto Simples da Microempresa que varia de 3% a 8,5% sobre o lucro da empresa.

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