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Golpe rende R$ 1 mi a advogados

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Arapiraca - O presidente da Associação dos Produtores do Semi-Árido (Apressa), Maxwell Faustino, explicou, ontem, que os 57 produtores do Sertão que compararam a preço irrisório e apresentaram à Justiça da Comarca de Batalha títulos da dívida agrária (TDAs) sem qualquer valor monetário precisam agora apresentar novos bens como garantia de que terão capacidade para honrar os financiamentos contraídos junto aos bancos oficiais com representação na região. Segundo apurou a reportagem da Gazeta de Alagoas, um grupo de advogados do Agreste faturou, em 2000, mais de R$ 1 milhão com a venda dos títulos podres somente na comarca da Batalha. Produtores de outras regiões também apresentaram os papéis como garantia das dívidas bancárias. ?As vítimas do golpe precisam agora criar coragem para citar o nome dos que venderam documentos caducos e sem valor monetário?, sugere Maxwell Faustino. O golpe Reportagem publicada pela Gazeta no último domingo, mostra o drama de produtores que compraram, no início de 2000, títulos públicos pelo governo federal no início e considerados caducos [sem valor monetário] desde o século passado. Vítima do golpe, o produtor Jone Jorge Rodrigues comprou de advogado em Olho d?Água das Flores títulos avaliados em R$ 12 mil. Ele apresentou os papéis à Justiça para garantir dívida de R$ 16 mil. O banco que lhe concedeu empréstimo recusou os papéis. ?Os bancos consideraram caducos todos os 57 processos que contêm títulos da dívida pública. Os papéis perderam a validade no século passado?, revelou o juiz Jandir de Barros Carvalho, responsável pelo andamento dos processos em que os bancos oficiais (Nordeste e Brasil) cobram agilidade no leilão de fazendas para garantir o ressarcimento de financiamentos concedidos aos produtores, que deixaram de honrar seus compromissos em virtude dos ?juros abusivos? praticados pelo governo federal. Repercussão A reportagem sobre o calote agrícola repercutiu em todo o Sertão, segundo revelou Maxwell Faustino, da Apressa. A entidade briga pela aprovação, no Congresso Nacional, de projeto de lei que prevê a renegociação de dívidas rurais, além de ser o único instrumento capaz de evitar o leilão das fazendas de 400 produtores endividados, dentre os quais o grupo de 57 vítimas dos títulos públicos caducos e já rejeitados pelos bancos do Nordeste e do Brasil. |MM

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