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Falta de m�dico p�ra hemodi�lise no HU

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CARLA SERQUEIRA Repórter Oito máquinas para realizar hemodiálises estão paradas no Hospital Universitário (HU) desde 2003 por falta de médicos. A escassez de recursos humanos é um problema antigo na unidade que não pode realizar concurso público sem autorização do governo federal, nem substituir os 250 funcionários irregulares. ?Se demitirmos os não concursados, o HU vai fechar suas portas?, alertou o diretor do hospital, Sebastião Praxedes, explicando que a maioria trabalha na área administrativa. ?Está tudo pronto para iniciarmos a hemodiálise, mas esbarramos na falta de profissionais especializados?, contou. A solução para o impasse só veio à tona depois que a direção do hospital firmou uma parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, que se comprometeu em arcar com os salários dos nove profissionais - 2 médicos nefrologistas e 7 auxiliares de enfermagem - que irão realizar os atendimentos. ?A sala está pronta há muito tempo e os equipamentos instalados. Espero que em junho possamos receber os primeiros pacientes?, disse Praxedes, afirmando que os profissionais estão em processo de treinamento. Em Alagoas, sete hospitais realizam a hemodiálise pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas a demanda, segundo a direção do HU, é muito grande. A coordenadora-geral de planejamento da Secretaria Municipal de Saúde, Vera Elias, informou que o recurso enviado pelo Ministério da Saúde não é suficiente para atender ao número de pacientes que necessitam do tratamento. ?Estamos fazendo um levantamento para negociar com o Ministério o aumento da verba?, disse. Oferta de vagas O governo federal, segundo Sebastião Praxedes, anunciou concurso público para o preenchimento de 4.009 vagas, ainda este ano, em todo o País. ?A oferta é muito pequena. Se fosse dividido em partes iguais entre os HUs do País, Alagoas ficaria com cerca de 20 vagas?, diz. O último concurso realizado foi em 2002. ?Muita gente já pediu demissão ou se aposentou, mas não houve reposição de pessoal?, disse Praxedes. ### Máquinas serão manipuladas por profissionais de fora Para a implantação do Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacom) no Hospital Universitário (HU), os profissionais terão que vir de fora do Estado. ?Não temos médicos especializados em Alagoas para trabalhar com radioterapia e nem com medicina físiconuclear?, revelou Sebastião Praxedes, diretor do hospital. O tratamento é voltado para pacientes com câncer. O Cacom será inaugurado no dia 29 de junho e vai atender crianças e adultos. Os recursos vieram de uma parceria entre o HU; governo estadual, que arcou com a construção do prédio; o Instituto Nacional do Câncer (Inca), que comprou os equipamentos; a Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes), que vai arcar com os salários dos profissionais. Os governos municipal e estadual também vão entrar com o remanejamento de servidores. ?Existe uma reserva de concursados e auxiliares de enfermagem, oncologistas, psicólogos, odontólogos, além de técnicos, que serão chamados para trabalhar no Cacom?, diz Praxedes. Tecnologia de ponta Cerca de R$ 3,5 milhões foram investidos. Os equipamentos estão guardados numa sala do HU sob refrigeração. ?Vamos poder oferecer agora um tratamento mais global para pacientes com câncer?, frisou o diretor do HU, explicando que, num mesmo local, serão realizadas quimioterapias, radioterapias e cirurgias. ?São equipamentos com tecnologia de ponta. Será uma oportunidade para estudantes de graduação e pós-graduação terem contato com esta área?, observou Sebastião Praxedes, explicando que a função do hospital também é servir de laboratório para alunos da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). No HU, todos os meses, cerca de 9 mil pessoas são atendidas no ambulatório. Por ano, são realizadas 7.500 internações e 4 mil gestantes são atendidas, em média. |CS

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